O que é beleza pra você?

08 de novembro de 2015
Beleza não é olhos claros, boca grande, nariz empinado e dentes perfeitos. Não é cachos definidos, fios lisos, um loiro platinado e um cabelo tão longo quanto o de rapunzel. Beleza com certeza não é pernas grossas, barriga chapada, cintura fina e braços duros. Não é pele branca, lisa ou bronzeada. Beleza não é o que você ver na televisão, nas mídias sociais ou nas revistas. Não é o que as atrizes, modelos ou até mesmo o que sua mãe diz que é. Beleza vai muito além do que uma aparência. Quem dera todos pudessem enxergar além da capa para assim conhecer o que é realmente bonito e merece ser aplaudido.

Olho D’água – Paraíba
Mas a vida não é assim. A gente julga o que a gente enxerga, o que a gente sente não importa, não é mesmo? Quantas vezes por um mísero julgamento deixamos de conhecer algo extraordinário? Só por algo não ser, pelos olhos dos padrões, belo? É necessário mudar a maneira de ver a vida, valorizar o simples e o real. Valorizar os sentimentos, valorizar a alma, valorizar o coração. A partir do momento em que seus olhos enxergarem o que é verdadeiramente bonito, você também se tornará lindo.

Quando notares que um sorriso sincero, um olhar carinhoso, um abraço duradouro, um beijo apaixonado, um passarinho cantando, o som da água jorrando, o sol se pondo, a folha da árvore caindo, o vento falando e uma flor murchando tem sua beleza, notarás que a vida é muito mais do que um corpo. Irá perceber que a beleza está nas ações, nos sentimentos, nos sentidos. Não adianta passar a vida inteiraquerendo ser bonito, e não agir de uma forma bonita. Afinal, a verdadeira beleza reside em seu coração e, pra ele, não existe plástica. Só existe amor.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O que você irá plantar?

04 de novembro de 2015


Em meio a tantas coisas inexplicáveis, a gente se surpreende. Percebe-se que nada é tão sincero e tão correto quanto à nossa mente, quanto o nosso coração. Somos donos de nós mesmos, somos donos do nosso livre arbítrio, mas não somos donos do nosso futuro. Tudo depende do que a gente planta, do que a gente escolhe. Tudo depende de como reagimos às ações do mundo sobre nós, tudo depende da nossa terceira lei de Newton. Ah, ela é real! Ela é a explicação para a maioria dos nossos pedregulhos, das nossas cruzes, dos nossos pesadelos. 


João Pessoa – Paraíba
Certa frase dita em algum lugar por um alguém muito sábio define bem: “Deus é tão generoso que nos permite plantar o que queremos, e é tão justo que colhemos exatamente o que plantamos”. Isso, meus caros, é a realidade. Não devemos nos revoltar com os ventos fortes que encontramos diante da nossa corrida nessa vida, e sim, olhar para trás e ver o que foi que a gente fez pra isso acontecer.  Infelizmente somos acostumados a culpar a Deus, culpar um amigo, um familiar ou até um desconhecido pelo que acontece conosco, quando na verdade só estamos recebendo o que doamos. Tudo que vai, volta. Volta devagar, volta rápido, volta mais forte, volta mais fraco, mas volta. Por isso, aviso com antecedência, você vai colher amanhã o que plantou ontem, depois de amanhã o que plantou hoje. Então, o que você vai plantar? Pense bem.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Metamorfose da vida.

03 de novembro de 2015
Esse é o meu primeiro post aqui no blog, devido a isso, gostaria de fazer uma reflexão sobre nós, sobre o futuro, sobre mudanças, sobre julgamentos. A vida é muito curta para deixá-la passar por despercebida. Sejam mais vocês!
João Pessoa, Paraíba

 A gente nunca sabe o que vai acontecer no futuro, a gente não sabe quais serão as pessoas que irão aparecer na nossa vida ou quais as que irão sair. A gente não sabe se vai conseguir viver até os 80, se vai ter a oportunidade de ir ao show da nossa banda favorita ou se chegará a conhecer a cidade em que nasceu nosso escritor favorito. A gente nunca sabe se teremos histórias engraçadas para contar aos nossos netos ou se iremos ter conselhos maravilhosos para nossos filhos na adolescência. A gente não sabe se vai poder abrir uma ONG ou se vai virar ativista em lugares com poucas condições. A gente não sabe se poderá nadar mais alguma vez no mar ou se surfará nas ondas do caribe. A gente nunca vai saber se comerá o bolo de chocolate da nossa avó mais uma vez. Mas o que a gente sabe é que a vida está aí pra ser vivida. Não importa o que irá acontecer amanhã, o hoje é o que vale. Não podemos deixar de sermos nós porque alguém não nos aceita. Porque alguém acha que devemos mudar. Mudar? Estamos sempre mudando. Somos essa metamorfose invisível, mesmo que a gente não note a gente muda. Todo mundo muda. Até o mundo muda. Não deixarei de ser essa metáfora mal feita das borboletas, como o mar não deixará de ser salgado. Então não tente transformar você mesmo. Você nem sabe o que pode acontecer daqui a dois segundos. Não adianta. Sempre haverá alguém para te dizer o que fazer o que ser, o que sentir, o que falar, o que cantar ou o que dançar. Não deixe de ser você por isso. Afinal, a gente nunca sabe o que vai acontecer no futuro.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.