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Explosão de Sentimentos

17 de junho de 2016
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Olho para o meu reflexo no espelho e não vejo nada mais, nada menos do que lágrimas. Um reflexo meio turvo, quem será que eu me tornei e onde irei chegar com isso tudo? Sou uma bomba de sentimentos ambulante. Quando explodi, levei todos eles juntos ao ápice. Logo então, próximos novamente, tornei-me uma bomba mais forte ainda. Isso não seria um pecado, uma dor, uma maldição se existissem mais bombas de sentimentos por aí ou não fossem tão comum encontrar pelas calçadas grandes explosivos da maldade. A contradição das emoções é a suprema realidade e a conseqüência é ser errado sentir? Sim, é.

Mas como fugir do seu “eu interior”? Seria tão mais fácil se tudo isso não existisse. Seria tão mais fácil se meus olhos não enxergassem a dor que o mau traz na vida das pessoas. Eu absorvo. Absorvo muito os sentimentos alheios, o bastante para me tornar fruto deles. Todas as lágrimas que caem dos meus olhos não são só descendentes das minhas dores pessoais, dos meus problemas matinais ou daquele vidro no qual me cortei esses dias. Elas são frutos do olhar triste daquela senhora da parada de ônibus. Daquela menina que escondia melancolia atrás de uma gargalhada alta, mas que ali senti mais desalento do que felicidade. Elas ainda são filhas do pedido de socorro que li em meio a fotos de festa e bebida na rede social daquele menino que você conhece. Eu sinto. Eu sinto absurdamente a consternação que vivência o mundo hoje.

Sei que parece fácil ignorar, correr e fingir que nada disso faz parte de mim. Sei que vestir uma máscara é a solução para outras bombas como eu. Porém, não é todo dia que consigo me abster do que corre pelo meu sangue. Hoje, mais do que nunca, eu sou apenas uma bomba de sentimentos. Sinto tudo. Amor, dor, saudade, angústia, remorso. Mas, de todas emoções que passam por aqui, de longe, a que mais dói é a saudade. Principalmente daquilo que nunca mais irá voltar: o tempo.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O poder do bom pensamento

01 de janeiro de 2016

Na nossa vida, inúmeras coisas ruins acontecem desde o nosso nascimento até a nossa morte. Se pararmos pra refletir a quantidade de eventos que nos deixou triste até hoje, pensaríamos no dia em que deixamos cair um pirulito na pracinha ou quando tropeçamos ao correr pra o escorregador e acabamos ralando o joelho, não é? Pensaríamos também nas pessoas que partiram da nossa vida, na saudade infinita que sentimos daqueles que já faleceram e daquelas que hoje não falamos mais. Porém, se eu te pedir pra me contar as coisas alegres que já aconteceu contigo, você conseguiria relembrar aquele dia em que seu coleguinha lhe deu um abraço? Daquele dia em que você ficou dançando a tarde inteira com seu melhor amigo? Será mesmo? Estamos tão acostumados a esquecer de coisas do nosso cotidiano que perdemos lembranças incríveis. É por isso que devemos praticar um bom pensamento.

Quando começamos a enxergar a vida de uma maneira diferente, também guardaremos nossas lembranças de um jeito mais especial. Esse é o poder do pensamento positivo. Aliás, sabe qual é a força que ele tem? Infinita. Sempre que você estiver triste porque algum imprevisto aconteceu, olhe para o lado e veja algo especial. Algo que você não veria se aquilo tivesse dado certo. É possível extrair beleza nas piores coisas, é só você mudar o seu modo de olhar.Eu falo isso por experiência própria. Quando estou com algo me angustiando, tento citar os episódios mais simples que me fazem sorrir no meu dia-a-dia, até a angustia passar, quando percebo, estou me sentindo mais feliz do que estava antes de ficar angustiada. É algo instantâneo. Você lembra algo que te faz rir, e ri.

Em alguns momentos é mais complicado pensar positivo, eu sei disso, mas como tudo nessa vida, nada é impossível. Se você começar algo pensando que não dará certo, provavelmente isso não dará certo mesmo e não me venha com um “é melhor não criar expectativas, assim você se surpreende” porque não é bem assim. Coisas boas atraem coisas boas. Coisas ruins atraem coisas ruins. Tente ver como se torna mais fácil passar em uma prova quando você diz “Ei, eu sou capaz! Eu vou passar!”. Por mais difícil que o morro lhe pareça, você consegue subi-lo se acreditar nisso.  Principalmente se você perceber que o primeiro passo é esse: acreditar. Como uma coisa vai existir se você não acreditar nela? Complicado, não é?

Quando começamos a pensar de um jeito mais feliz, mais alegre, mais positivo, a vida toda se torna colorida. Sempre que alguém vier lhe dizer algo triste, você enxergará o lado bom daquilo ali e poderá tornar a vida de alguém mais feliz também. Não é errado ser uma pessoa mais natureza, você não estará sendo só mais um que acredita em contos-de-fada não, você estará sendo alguém que ajuda o mundo a ser salvo. Valorizar o bem é necessário. Não tenha medo. Tornamo-nos fortes quando nos tornamos positivos.Pode ter certeza disso. Se tu, de alguma maneira queres mudar a sua maneira de ver o mundo, saiba que o caminho é esse.

Valorize cada detalhe da sua vida, cada coisinha pequena. Veja beleza no sorriso de uma criança que você não conhece, veja beleza na música que está tocando no carro vizinho ao seu no congestionamento, veja beleza nas folhas balançando quando aquela chuva vier, veja beleza no cabelo branco do seu pai quando ele estiver estressado, veja beleza no formato da lama que seu cachorro deixou quando entrou na sua casa todo sujo. Toda raiva, ira, tristeza sairá se você enxergar encanto em tudo. E é aí que está a magia de um bom pensamento, em nunca te deixar ficar mal e te fazer ter as melhores lembranças que alguém pode ter. Nossa vida é só uma! Devemos aproveita-la da melhor maneira e não é reclamando que faremos isso, mas sorrindo sim. Sorrindo sempre aproveitamos mais. Por isso, sorria. Torne-se uma estante de sorrisos para todo instante. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

5 aprendizados que 2015 me trouxe.

22 de dezembro de 2015


Hoje quis fazer um post diferente, quis falar a vocês sobre os 5 maiores ensinamentos que eu tive em 2015. Afinal, foi um ano em que eu não consegui fazer universidade (eu passei para o 2015.2 e devido a greve, meu curso que começaria em agosto só irá começar em fevereiro), conclui meu estágio e passei por grandes problemas na minha vida pessoal. Ou seja, foram 365 dias de muitas descobertas, aprendizados e tapas na minha cara. Vamos lá?

1 –  A gente só colhe o que planta.

Sempre soube disso, aliás, sempre ouvi falar disso, mas foi nesse ano que ratifiquei essa minha tese. Em 2014, eu tive a minha fé a prova inúmeras  vezes. Saia de casa as 07:00 da manhã e voltava as 23:00. Era estágio, ifpb, cursinho pro vestibular e monografia. Todos os dias. Sempre me disseram “ou você só faz uma coisa ou não irá conseguir ser boa em nenhum dos 4.” E adivinhem? Consegui finalizar com mérito nos 4. Claro que alguns resultados só vieram sair esse ano, então sim, você só colhe o que planta. Eu poderia ter desistido. Eu poderia ter me entregado e deixado alguma pra lá. Mas não, fui até o fim e até hoje colho os frutos de todo meu esforço e colherei para sempre, uma vez que meu aprendizado ficará eternamente na minha mente e no meu coração.

2 – Nem todas as pessoas são essenciais na nossa vida.

A gente tende a achar que precisamos de fulano para sobreviver, que não existe sentido na nossa vida se não tivermos aquela amizade, aquele romance ou aquele ídolo. Não, gente. Eu acredito que essencial só Deus e nossos pais (sejam biológicos ou de criação). Não deveríamos colocar expectativa em cima de ninguém, acreditar que precisamos dela pra tudo. Assim como nós iremos decepcionar alguém na nossa vida, as pessoas irão fazer isso conosco também. Se alguém saiu da sua vida, deixe-a ir. Isso significa que aquilo não era pra ser. Apenas agradeça pelos momentos passados, até aqueles mais tristes e de mágoas, eles também serviram como ensinamentos na tua vida.

3 – Julgar é errado e deveria ser proibido.

Ninguém vive a vida de ninguém. Ninguém sabe quem é ninguém. Ninguém conhece o coração de ninguém. Nem aqueles que tu convives todos os dias. Por isso, não deveremos atirar pedras. Quando alguém nos julga, ficamos arretados. Eu mesma fico. Não compreendo como alguém que só viu uma foto minha consegue tirar definições incríveis sobre a minha personalidade e eu não consigo fazer isso com anos de convívio com algumas pessoas. É inexplicável, não é? Por isso eu me policio sempre para não fazer o mesmo. Não sou hipócrita de dizer que nunca julguei, não julgo ou não vou julgar. Contudo, irei fazer o máximo para não cometer tais ações. Vamos tentar fazer isso também? Em 2017 vocês me dizem se conseguiram.

4 – Enxergar além do que nossos olhos nos mostra é essencial.

Como disse no começo, eu finalizei meu estágio esse ano. Eu não poderia falar nada mais nada menos do que isso sobre ele e o quão feliz eu sou por ter aprendido isso. O nosso mundo não é perfeito, nosso País tem pessoas fome, nosso estado tem pessoas com frio e na nossa cidade tem pessoas dormindo em barraco. Temos a capacidade de achar que isso só acontece em lugares longes, mas não, na nossa frente tem tudo isso. Quando passamos a ver, passamos a querer fazer. Passamos a querer ajudar, passamos a parar de reclamar e nos impressionar com a nossa futilidade. É indispensável que cada pessoa, inclusive eu, abramos os olhos para que a gente dê poder ao nosso coração para sentir vontade de mudar. Se mesmo com os olhos abertos a gente não enxergue a maldade do mundo, devemos usar óculos para que isso aconteça. Para que a lama da crueldade não nos contamine, é necessário que saibamos onde ela está.

5 – Gratidão é a palavra chave da felicidade.

Pode até parecer uma frase clichê ou de alguém que não sabe nada, mas é a realidade. Quando aprendi isso, boa parte da minha caminhada se tornou mais leve. Ser gratos aos nossos amigos, aos nossos parentes, ao nosso trabalho, a natureza, ao mundo, aos nossos pertences e a nossa vida é essencial.  A luta pelo mais é cansativa, desgastante e nos traz péssimos frutos. Óbvio que devemos sonhar, mas com a cabeça lá em cima e nossos pés no chão. Existe tanta coisa que a gente tem, tanta coisa que é mais do que merecemos e só conseguimos pensar no que não temos. Valoriza-las faz um bem danado. Mostra-nos que a vida é mais do que qualquer coisa. Não deixe pra estimar quando perder. Depois você pode se arrepender.

Bom, com certeza aprendi muito mais do que isso e sei que ainda preciso amadurecer muito, aprender mais e ter uma alma cada vez mais leve. Porém, não posso negar que 2015 foi o ano em que tirei uma fenda dos meus olhos. Foi ano que renovei meu sim a Deus, o ano em que vi que tenho muito e que ninguém alcança nenhum objetivo se não lutar, se não caminhar com força. Parar para pensar no que a gente aprendeu também é um exercício espetacular, sabiam? Tentem fazer isso e me digam quais são os aprendizados que a vida lhe deu esse ano. Tenho certeza que são muitos. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Um fim para a ingratidão.

13 de dezembro de 2015
Todo ser humano uma vez na vida é ingrato. Quem diz que nunca foi é hipócrita. Mas podemos lutar até o fim da nossa jornada para desconstruir isso do nosso pensamento, da nossa personalidade e do nosso coração. Sempre que não valorizamos o que temos, sempre que ignoramos os nossos pertences, sempre que reclamamos por não ter mais, estamos provando da ingratidão. Eu sei, é difícil viver num mundo onde o verbo “ter” é mais usado do que o “agradecer” sermos diferentes da maioria, mas como mudaremos essa realidade se não começarmos as mudanças nós mesmos? 
A ingratidão é filha do egoísmo, já dizia um velho sábio. Afinal, existe coisa mais egoísta do que não valorizar a ajuda do nosso irmão? Do que não agradecer por as vezes em que ele nos colocou nos braços para nos ajudarmos a terminar a caminhada? Não. É muita presunção nossa acharmos que tudo que conseguimos só vem do nosso esforço, da nossa própria força, quando na verdade todas as pessoas que passaram por perto, nos auxiliaram de uma certa forma. Ninguém consegue nada sozinho, ninguém é bom o bastante pra vencer os perigos do mundo se não tiver outra pessoa para ajudar. E, sinceramente, se temos um amigo assim, como não vamos valoriza-lo? Dizer pelo menos um “obrigada”? Sim, eu sei que também devemos ser o alicerce de alguma outra pessoa e que não devemos esperar nada em troca, mas se pudermos fazer alguém feliz com um agradecimento, por que não? Só estaremos fazendo o bem, e digo com toda certeza que possa existir no nosso universo, não existe coisa melhor do que fazer algo bom.  
Claro que foge do sentido dizer que é do bem e reclamar toda hora por não termos mais e mais, não é? Apesar de ser da natureza do ser humano o desejo do poder ser insaciável e nunca se contentar com o que tem, devemos nos policiar sempre e tentar enxergar o mundo com outros olhos. A partir do momento em que olhamos cada detalhe da Terra, notamos que somos muitos sortudos. Temos tudo, não temos? Temos comida, temos água, temos onde dormir. Podemos não ter o carro do ano, uma casa de quatro andares ou um programa só nosso na TV. Mas, o necessário é nosso e agradecer ainda é pouco. Ficar melancólico por não ser uma pessoa poderosa não ajuda em nada, só te faz ser uma pessoa triste. Eu tento, tento todos os dias afastar os pensamentos egocêntrico que chegam na minha mente. Eu não quero ser uma pessoa ingrata, eu não quero ter soberba, eu não quero ser mais uma pessoa no ruim no mundo e eu só posso caminhar na estrada da bondade se eu quiser isso. Existe muita gente precisando de mim, muita gente precisando de ti, muita gente esperando uma ajuda. Pessoas que tem a ingratidão no coração não conseguem ajudar ninguém. Vamos mudar, vamos reconhecer as coisas boas que a vida já nos deu e gratular as pessoas que estão sempre com a gente.  
Lidar com a ingratidão é horrível, ajudar uma pessoa e ver ela te apunhalando pelas costas é uma das piores dores do mundo. Palavras de quem já passou por isso. Se tu não queres que isso aconteça contigo, não faça com os outros. Como já disse, e repito mais uma vez, a mudança no mundo começa dentro da gente. O mundo não precisa de mais uma pessoa ingrata, de mais uma pessoa egoístas, os clones da Maria Antonieta já foram reproduzidos demais. Que tal se formos nós os que causaram uma revolução? É só pregar o amor. O amor combate a ingratidão! O amor evita a ingratidão. Se amamos os nossos irmãos, vamos valoriza-los. Se amamos a vida, vamos valorizar o que ela nos deu. Se amamos os sonhos, vamos lutar por eles com os pés no chão. Se amamos o mundo, vamos tentar não ser um ser humano ruim pra ele. O amor supera tudo.  

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Vai mesmo desistir?

29 de novembro de 2015
Às vezes o coração aperta, você não enxerga sentido em continuar. Sente um vazio no estômago e uma vontade de correr sem rumo. Eu sei. Mas são nesses momentos que devemos ter discernimento de não se desesperar, manter a fé, respirar e ter calma. Mesmo quando todo problema parecer não ter fim, mesmo quando o obstaculo parecer ser maior que você, mesmo quando tu não conseguires enxergar uma luz dentro do túnel, mesmo quando só surgir pedras na tua estrada, você não pode desanimar. Tudo isso, tudo o que se manisfestar para que te faça desencorajar te farão uma pessoa muito melhor no futuro, basta tu absorveres o melhor. Eu sei, eu sei que não é fácil lidar com certas coisas e também sei que as vezes parece que perdemos os pés, o coração e a cabeça. Afinal, quantas vezes você pensou que não iria conseguir caminhar depois de se deparar com um cascalho?

Eu já parei incontáveis vezes, deixei que isso me derrubasse, e meus caros, não vale a pena. Resistir a ingratidão das pessoas foi, sem duvidas, um dos piores empecilhos da minha jornada. Contudo, com certeza foi um dos meus maiores aprendizados. Quando você lida com atitudes ingratas, tu percebes que não pode esperar nada de ninguém e agir de bom coração. Se as pessoas valorizarem isso, bem. Se não, continue ajudando os outros. Isso só diz quem eles são e o que eles precisam mudar. Não você. Não se deixe amargurar, já existem amargurados demais no mundo. E tu não queres ser mais um, não é? Eu sei que não. Por isso eu digo que devemos seguir sempre em frente, independente de tudo. A vida é curta! Muito curta. Num piscar de olhos, o mundo inteiro deixa de existir. Inclusive os problemas.

E quantos problemas não nos fazem sentir um desejo de desaparecer em alto mar numa canoa? Fingir que não conhecemos ninguém? Correr sem rumo no meio do deserto? Entrar no meio da amazônia e se desligar de tudo? Quantas vezes você não desejou acordar sem se lembrar de nada? Usar uma máscara pra se tornar irreconhecível? Mas, isso resolve alguma coisa? Não. Nunca. Apenas te daria um tempo e depois voltaria tudo de novo. É impossível viver e não ter que enfrentar penhascos e terremotos. A gente pode ate não lidar nunca com um tsunami, mas vamos ter que pular ondas fortes. Assim é a vida.

Portanto, quando sentires um aperto bem forte e aquelas lágrimas começarem a brotar no seu rosto, sorria. Significa que tu irás começar a ter mais um ensinamento pra compartilhar no futuro. Coloque um sorriso no rosto e o deixe se misturar entre teu choro, será só mais uma coisa pra tua batalha se tornar mais forte. E a gente sabe, não é? Que a nossa coragem é bem maior e é ela que nos faz vencer dia após dia, por isso não desanimamos.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.