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Resenha do Livro: Extraordinário, de R.J Palacio

10 de novembro de 2015
Esse é o meu primeiro post sobre literatura. Quem me conhece sabe que desde sempre uma das minhas maiores paixões foram os livros, e para quem não me conhece, saiba que eu sou uma amante das bibliotecas.

Então, decidi com todo o amor que existir começar por um livro que marcou a minha vida. Não digo que ele a mudou, uma vez que ele só ratificou o que eu sempre pensei. Contudo, fez-me refletir bastante sobre os desígnios da vida. Sabe aquele tipo de leitura que te faz ficar horas só pensando nela depois que a finaliza? Que você não consegue saber como seguir vivendo depois disso? Pronto, foi assim que eu me senti com o livro do R. J Palacio,  Extraordinário.


Titulo: Extraordinário
Autor: R. J. Palacio
Paginas: 320
Ano: 2013
Editora: Intrínseca

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

Falar do Auggie pra mim é uma emoção sem tamanho, e não, não estou exagerando. Ele é uma criança com maturidade de adulto, além de ver o mundo de um modo que eu sempre admirei e tento enxergar. Quando eu me coloco no lugar dele, vejo que eu não teria a mesma força de vontade e a capacidade de ver o melhor das pessoas diante das coisas que o mesmo enfrenta. Ué, mas é por que ele tem uma deficiência? Não, não é por ele, é pelos outros. O ser humano consegue ser perverso maldoso e preconceituoso. Julgam muito pela aparência, pelos padrões e é como combater isso que o Auggie e sua família nos ensinam.
Quando seus pais decidem que ele pode ir à escola, ele poderia simplesmente dizer que não e não enfrentar o bullying que ele sabia que estava por vir. Todavia ele foi diferente, ele aceitou e mesmo com medo, decidiu que ia conseguir vencer o ensino fundamental. Em meio a isso, Auggie conhece pessoas diferentes, pensamentos diferentes, problemas diferentes e maneiras de enxergar a vida diferente. A pureza que ele nota nas pessoas, a analise que ele faz de cada coleguinha é tão pura e verdadeira que deixa o leitor vidrado em conhecer mais daquela história.  Principalmente quando se trata dos seus amigos.

Além disso, a autora faz um jogo bom de visões dos personagens, como no caso da irmã de Auggie. O leitor consegue sentir o carinho que ela sente pelo irmão, quando a história é passada pelo ponto de vista dela. Algo que realmente me cativou, simplesmente por ser algo tão próximo da realidade e que pode ser sentido por qualquer pessoa, principalmente por crianças. Ainda sobre a autora, é valioso ressaltar que a sua escrita não deixou nada a desejar. Por usar palavras fáceis e não tanto adultas, o livro pode ser lido por qualquer pessoa. Devido a isso, em minha opinião, ele deveria ser leitura obrigatória no ensino fundamental, por tratar de um assunto tão lindo e cheio de ensinamentos.

Uma das coisas que eu mais gostei do livro foi a ideia do professor mandar seus alunos fazer seus preceitos com ditados, músicas e até mesmo frases criadas por eles próprios. Gostaria muito que meus professores tivessem feito isso comigo, tenho certeza que teria crescido com a cabeça diferente, aliás, não só eu, muita gente. Esses preceitos ainda geraram um livro, chamado “365 dias extraordinário”, cheio de frases lindas e com verdadeiros princípios. Vale a pena compra-lo também!


Pra finalizar, fica aqui minha avaliação sobre o livro: Se ele valesse de 0 a 10, seria 11. Com certeza é um dos melhores livros que já li em toda minha vida e olhe que já li muitos. Principalmente por se tratar de uma criança tão sábia como o Auggie. Recomendo-o a todo mundo como livro de cabeceira. Quando você pensar “nossa, eu não estou tão magra quanto aquela atriz” leia um trecho do livro. Quando você for reclamar “não aguento mais esse meu cabelo” leia um trecho do livro. Leve pra sempre os pensamentos de Auggie pra ti, e lembre-se que a gentileza é uma das maiores belezas. Ah, espero que tenham gostado do post. Beijo!

Ps: Deixo com vocês uma imagem do livro “365 Extraordinários” que é cheio dos preceitos do Sr. Browne. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O que é beleza pra você?

08 de novembro de 2015
Beleza não é olhos claros, boca grande, nariz empinado e dentes perfeitos. Não é cachos definidos, fios lisos, um loiro platinado e um cabelo tão longo quanto o de rapunzel. Beleza com certeza não é pernas grossas, barriga chapada, cintura fina e braços duros. Não é pele branca, lisa ou bronzeada. Beleza não é o que você ver na televisão, nas mídias sociais ou nas revistas. Não é o que as atrizes, modelos ou até mesmo o que sua mãe diz que é. Beleza vai muito além do que uma aparência. Quem dera todos pudessem enxergar além da capa para assim conhecer o que é realmente bonito e merece ser aplaudido.

Olho D’água – Paraíba
Mas a vida não é assim. A gente julga o que a gente enxerga, o que a gente sente não importa, não é mesmo? Quantas vezes por um mísero julgamento deixamos de conhecer algo extraordinário? Só por algo não ser, pelos olhos dos padrões, belo? É necessário mudar a maneira de ver a vida, valorizar o simples e o real. Valorizar os sentimentos, valorizar a alma, valorizar o coração. A partir do momento em que seus olhos enxergarem o que é verdadeiramente bonito, você também se tornará lindo.

Quando notares que um sorriso sincero, um olhar carinhoso, um abraço duradouro, um beijo apaixonado, um passarinho cantando, o som da água jorrando, o sol se pondo, a folha da árvore caindo, o vento falando e uma flor murchando tem sua beleza, notarás que a vida é muito mais do que um corpo. Irá perceber que a beleza está nas ações, nos sentimentos, nos sentidos. Não adianta passar a vida inteiraquerendo ser bonito, e não agir de uma forma bonita. Afinal, a verdadeira beleza reside em seu coração e, pra ele, não existe plástica. Só existe amor.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O que você irá plantar?

04 de novembro de 2015


Em meio a tantas coisas inexplicáveis, a gente se surpreende. Percebe-se que nada é tão sincero e tão correto quanto à nossa mente, quanto o nosso coração. Somos donos de nós mesmos, somos donos do nosso livre arbítrio, mas não somos donos do nosso futuro. Tudo depende do que a gente planta, do que a gente escolhe. Tudo depende de como reagimos às ações do mundo sobre nós, tudo depende da nossa terceira lei de Newton. Ah, ela é real! Ela é a explicação para a maioria dos nossos pedregulhos, das nossas cruzes, dos nossos pesadelos. 


João Pessoa – Paraíba
Certa frase dita em algum lugar por um alguém muito sábio define bem: “Deus é tão generoso que nos permite plantar o que queremos, e é tão justo que colhemos exatamente o que plantamos”. Isso, meus caros, é a realidade. Não devemos nos revoltar com os ventos fortes que encontramos diante da nossa corrida nessa vida, e sim, olhar para trás e ver o que foi que a gente fez pra isso acontecer.  Infelizmente somos acostumados a culpar a Deus, culpar um amigo, um familiar ou até um desconhecido pelo que acontece conosco, quando na verdade só estamos recebendo o que doamos. Tudo que vai, volta. Volta devagar, volta rápido, volta mais forte, volta mais fraco, mas volta. Por isso, aviso com antecedência, você vai colher amanhã o que plantou ontem, depois de amanhã o que plantou hoje. Então, o que você vai plantar? Pense bem.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Metamorfose da vida.

03 de novembro de 2015
Esse é o meu primeiro post aqui no blog, devido a isso, gostaria de fazer uma reflexão sobre nós, sobre o futuro, sobre mudanças, sobre julgamentos. A vida é muito curta para deixá-la passar por despercebida. Sejam mais vocês!
João Pessoa, Paraíba

 A gente nunca sabe o que vai acontecer no futuro, a gente não sabe quais serão as pessoas que irão aparecer na nossa vida ou quais as que irão sair. A gente não sabe se vai conseguir viver até os 80, se vai ter a oportunidade de ir ao show da nossa banda favorita ou se chegará a conhecer a cidade em que nasceu nosso escritor favorito. A gente nunca sabe se teremos histórias engraçadas para contar aos nossos netos ou se iremos ter conselhos maravilhosos para nossos filhos na adolescência. A gente não sabe se vai poder abrir uma ONG ou se vai virar ativista em lugares com poucas condições. A gente não sabe se poderá nadar mais alguma vez no mar ou se surfará nas ondas do caribe. A gente nunca vai saber se comerá o bolo de chocolate da nossa avó mais uma vez. Mas o que a gente sabe é que a vida está aí pra ser vivida. Não importa o que irá acontecer amanhã, o hoje é o que vale. Não podemos deixar de sermos nós porque alguém não nos aceita. Porque alguém acha que devemos mudar. Mudar? Estamos sempre mudando. Somos essa metamorfose invisível, mesmo que a gente não note a gente muda. Todo mundo muda. Até o mundo muda. Não deixarei de ser essa metáfora mal feita das borboletas, como o mar não deixará de ser salgado. Então não tente transformar você mesmo. Você nem sabe o que pode acontecer daqui a dois segundos. Não adianta. Sempre haverá alguém para te dizer o que fazer o que ser, o que sentir, o que falar, o que cantar ou o que dançar. Não deixe de ser você por isso. Afinal, a gente nunca sabe o que vai acontecer no futuro.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.