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Resenha do Livro: Beleza Estranha – Tércio Ribas Torres

19 de Fevereiro de 2016
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Fazia tempo que eu não postava uma resenha aqui, em? Com o início da universidade, o meu tempo para leitura de livros ficou escasso. Sim, estou sofrendo com isso. Mas, tentarei me organizar melhor para voltar a ler mais. Esses dias li um livro incrível, pra melhorar, como todo mundo sabe, sou amante da literatura brasileira e esse é um dos livros brasileiros atuais que me encantou de cara. A partir de uma resenha que li no blog da Júlia (clique aqui para ler também), quis ler também. E adivinhem? Ganhei um autografado pelo Tércio, o escritor. Então, quando tive um tempinho para ler, viciei e só parei quando acabei. Pra mim, isso faz um livro ser bom. Ele viciar o leitor. Ok, mas vocês querem saber do que se trata o livro, não é? Vamos lá.

Sinopse: Beleza Estranha é a história de Roberto. Uma relação afetiva, da dinâmica de uma família em torno de um pai autoritário e controlador. Um pai que faz com que Roberto, menino, sinta muito cedo a dor da rejeição paterna e busque encontrar o seu lugar, mudar o rumo da sua vida. A decisão de mudar instalou-se a partir de uma revelação dolorosa a que teve acesso inesperadamente. A história de um homem que constrói a sua vida a partir das carências instaladas pela falta de afeto paterno, pela observação do sofrimento da mãe. E, na luta pela superação, ele revela sua grande generosidade quando o pai vem bater à sua porta. E, no final surpreendente, ele se dá conta de que “a vida é mesmo estranha, mas é bela”.

Autor (a): Tércio Ribas Torres 

Editora: Faces

 Páginas: 112 

Em Beleza estranha, a gente assiste a história de Roberto. Aliás, a gente se sente na história de Roberto. Desde a sua infância até sua vida adulta. O autor conseguiu, mesmo em 112 páginas, nos deixar íntimos de Roberto e descobri com ele as fascinações da vida. O personagem não tinha uma vida fácil, afinal, o livro em si é um grande drama familiar. E, minha gente, poucas coisas são tão difíceis quanto problemas com a família.
 
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O incrível desse livro é que desde o começo ele é cheio de aprendizados, coisas normais do cotidiano que as vezes a gente passa por despercebido e acabamos reproduzindo. Coisas normais da nossa infância que, normalmente, esquecemos quando “crescemos”. Coisas normais da nossa vida familiar que pra gente não é nada, mas pro nosso irmão foi algo incrível. Como uma parte do livro em que Roberto vai ao circo com seu irmão mais novo, ali, com certeza eu já devo ter tido um dia como aquele, mas só depois de ler na visão do Tércio, senti uma falta imensa da minha infância. Como eu gostaria que todos pudessem ter a oportunidade de sentir essas emoções que Beleza Estranha nos traz. Como eu gostaria.
 
Contudo, não é só isso que faz o livro ser o que é. O fato de ele narrar às agressões que Roberto sofreu em casa, os problemas que a sua mãe enfrentava por ser submisso ao pai, o jeito duro do pai dele ser, como seus irmãos reagiam a isso e como tudo isso trouxe conseqüências no futuro dele, é que me cativou. Porque mesmo com todas essas tramas fortes, o autor soube usar uma escrita fácil que deixou a história leve e envolvente. Aliás, todos os detalhes em si fazem com que a gente se prenda a ela. Até os inícios dos capítulos trazem aprendizados.
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Beleza Estranha é um livro lindo, recomendo a todos. Principalmente por ser curtinho e trazer uma bagagem incrível pra quem ler. Leiam.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

5 frases de Anne Frank para refletir.

20 de Janeiro de 2016

Um dos meus livros favoritos do mundo inteiro chama-se “O diário de Anne Frank” , uma vez que o mesmo é um dos mais lidos do planeta e consegue passar apesar de tanto tempo, uma imagem sobre a nossa realidade. Anne, apesar da pouca idade, foi uma menina muito sábia e com reflexões dignas de uma adulta. Resultado da sua realidade vivida. Por isso, resolvi trazer aqui cinco partes do diário dela que me fazem pensar bastante e até mesmo me identificar. Espero que vocês gostem, e quem não leu, sinta vontade de ler essa obra tão linda e triste. Vamos as citações?

“Sinto-me como um pássaro a quem cortaram as asas, e que bate, na escuridão, contra as grades da sua gaiola estreita.”

“Quero amigos, não admiradores. Pessoas que me respeitem pelo caráter e pelo que faço, não pelo sorriso encantador. O círculo ao meu redor seria bem menor, mas não importa, desde que fosse composto por gente sincera.”

“Criticam tudo, e quero dizer mesmo tudo, sobre mim: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras; cada centímetro de mim, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça, é objecto de mexericos e debates. São-me constantemente lançadas palavras duras e gritos, embora eu não esteja habituada a isso. Segundo as autoridades definidas, eu devia sorrir e aguentar.”

“Para ser honesta, não consigo imaginar como alguém poderia dizer ‘Eu sou fraco’ e continuar assim. Se você sabe isso a seu respeito, por que não luta contra, por que não desenvolve o caráter? A resposta deles sempre foi: ‘Porque é muito mais fácil não fazer isso!’ Essa resposta me deixa desencorajada.”

‎”Gostaria de dizer isto: acho estranho os adultos discutirem tão facilmente e com tanta frequência sobre coisas tão mesquinhas. Até agora eu achava que birra era uma coisa de criança e que a gente superava quando crescia.”

Bom, essas foram as minhas cinco citações favoritas. Contudo, o diário é MUITO bom pra você refletir e parar pra pensar nas coisas boas da vida. Anne era muito sábia, ela não sabia o quão inteligente ela era e como a sua visão do mundo pode ajudar muitas pessoas. Quero ser uma Anne.e vocês? Enfim, espero que tenham gostado do post e se gostaram, posso trazer mais citações dos meus livros favoritos pra cá. Um beijo, martinha. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O poder do bom pensamento

01 de Janeiro de 2016

Na nossa vida, inúmeras coisas ruins acontecem desde o nosso nascimento até a nossa morte. Se pararmos pra refletir a quantidade de eventos que nos deixou triste até hoje, pensaríamos no dia em que deixamos cair um pirulito na pracinha ou quando tropeçamos ao correr pra o escorregador e acabamos ralando o joelho, não é? Pensaríamos também nas pessoas que partiram da nossa vida, na saudade infinita que sentimos daqueles que já faleceram e daquelas que hoje não falamos mais. Porém, se eu te pedir pra me contar as coisas alegres que já aconteceu contigo, você conseguiria relembrar aquele dia em que seu coleguinha lhe deu um abraço? Daquele dia em que você ficou dançando a tarde inteira com seu melhor amigo? Será mesmo? Estamos tão acostumados a esquecer de coisas do nosso cotidiano que perdemos lembranças incríveis. É por isso que devemos praticar um bom pensamento.

Quando começamos a enxergar a vida de uma maneira diferente, também guardaremos nossas lembranças de um jeito mais especial. Esse é o poder do pensamento positivo. Aliás, sabe qual é a força que ele tem? Infinita. Sempre que você estiver triste porque algum imprevisto aconteceu, olhe para o lado e veja algo especial. Algo que você não veria se aquilo tivesse dado certo. É possível extrair beleza nas piores coisas, é só você mudar o seu modo de olhar.Eu falo isso por experiência própria. Quando estou com algo me angustiando, tento citar os episódios mais simples que me fazem sorrir no meu dia-a-dia, até a angustia passar, quando percebo, estou me sentindo mais feliz do que estava antes de ficar angustiada. É algo instantâneo. Você lembra algo que te faz rir, e ri.

Em alguns momentos é mais complicado pensar positivo, eu sei disso, mas como tudo nessa vida, nada é impossível. Se você começar algo pensando que não dará certo, provavelmente isso não dará certo mesmo e não me venha com um “é melhor não criar expectativas, assim você se surpreende” porque não é bem assim. Coisas boas atraem coisas boas. Coisas ruins atraem coisas ruins. Tente ver como se torna mais fácil passar em uma prova quando você diz “Ei, eu sou capaz! Eu vou passar!”. Por mais difícil que o morro lhe pareça, você consegue subi-lo se acreditar nisso.  Principalmente se você perceber que o primeiro passo é esse: acreditar. Como uma coisa vai existir se você não acreditar nela? Complicado, não é?

Quando começamos a pensar de um jeito mais feliz, mais alegre, mais positivo, a vida toda se torna colorida. Sempre que alguém vier lhe dizer algo triste, você enxergará o lado bom daquilo ali e poderá tornar a vida de alguém mais feliz também. Não é errado ser uma pessoa mais natureza, você não estará sendo só mais um que acredita em contos-de-fada não, você estará sendo alguém que ajuda o mundo a ser salvo. Valorizar o bem é necessário. Não tenha medo. Tornamo-nos fortes quando nos tornamos positivos.Pode ter certeza disso. Se tu, de alguma maneira queres mudar a sua maneira de ver o mundo, saiba que o caminho é esse.

Valorize cada detalhe da sua vida, cada coisinha pequena. Veja beleza no sorriso de uma criança que você não conhece, veja beleza na música que está tocando no carro vizinho ao seu no congestionamento, veja beleza nas folhas balançando quando aquela chuva vier, veja beleza no cabelo branco do seu pai quando ele estiver estressado, veja beleza no formato da lama que seu cachorro deixou quando entrou na sua casa todo sujo. Toda raiva, ira, tristeza sairá se você enxergar encanto em tudo. E é aí que está a magia de um bom pensamento, em nunca te deixar ficar mal e te fazer ter as melhores lembranças que alguém pode ter. Nossa vida é só uma! Devemos aproveita-la da melhor maneira e não é reclamando que faremos isso, mas sorrindo sim. Sorrindo sempre aproveitamos mais. Por isso, sorria. Torne-se uma estante de sorrisos para todo instante. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

5 aprendizados que 2015 me trouxe.

22 de dezembro de 2015


Hoje quis fazer um post diferente, quis falar a vocês sobre os 5 maiores ensinamentos que eu tive em 2015. Afinal, foi um ano em que eu não consegui fazer universidade (eu passei para o 2015.2 e devido a greve, meu curso que começaria em agosto só irá começar em fevereiro), conclui meu estágio e passei por grandes problemas na minha vida pessoal. Ou seja, foram 365 dias de muitas descobertas, aprendizados e tapas na minha cara. Vamos lá?

1 –  A gente só colhe o que planta.

Sempre soube disso, aliás, sempre ouvi falar disso, mas foi nesse ano que ratifiquei essa minha tese. Em 2014, eu tive a minha fé a prova inúmeras  vezes. Saia de casa as 07:00 da manhã e voltava as 23:00. Era estágio, ifpb, cursinho pro vestibular e monografia. Todos os dias. Sempre me disseram “ou você só faz uma coisa ou não irá conseguir ser boa em nenhum dos 4.” E adivinhem? Consegui finalizar com mérito nos 4. Claro que alguns resultados só vieram sair esse ano, então sim, você só colhe o que planta. Eu poderia ter desistido. Eu poderia ter me entregado e deixado alguma pra lá. Mas não, fui até o fim e até hoje colho os frutos de todo meu esforço e colherei para sempre, uma vez que meu aprendizado ficará eternamente na minha mente e no meu coração.

2 – Nem todas as pessoas são essenciais na nossa vida.

A gente tende a achar que precisamos de fulano para sobreviver, que não existe sentido na nossa vida se não tivermos aquela amizade, aquele romance ou aquele ídolo. Não, gente. Eu acredito que essencial só Deus e nossos pais (sejam biológicos ou de criação). Não deveríamos colocar expectativa em cima de ninguém, acreditar que precisamos dela pra tudo. Assim como nós iremos decepcionar alguém na nossa vida, as pessoas irão fazer isso conosco também. Se alguém saiu da sua vida, deixe-a ir. Isso significa que aquilo não era pra ser. Apenas agradeça pelos momentos passados, até aqueles mais tristes e de mágoas, eles também serviram como ensinamentos na tua vida.

3 – Julgar é errado e deveria ser proibido.

Ninguém vive a vida de ninguém. Ninguém sabe quem é ninguém. Ninguém conhece o coração de ninguém. Nem aqueles que tu convives todos os dias. Por isso, não deveremos atirar pedras. Quando alguém nos julga, ficamos arretados. Eu mesma fico. Não compreendo como alguém que só viu uma foto minha consegue tirar definições incríveis sobre a minha personalidade e eu não consigo fazer isso com anos de convívio com algumas pessoas. É inexplicável, não é? Por isso eu me policio sempre para não fazer o mesmo. Não sou hipócrita de dizer que nunca julguei, não julgo ou não vou julgar. Contudo, irei fazer o máximo para não cometer tais ações. Vamos tentar fazer isso também? Em 2017 vocês me dizem se conseguiram.

4 – Enxergar além do que nossos olhos nos mostra é essencial.

Como disse no começo, eu finalizei meu estágio esse ano. Eu não poderia falar nada mais nada menos do que isso sobre ele e o quão feliz eu sou por ter aprendido isso. O nosso mundo não é perfeito, nosso País tem pessoas fome, nosso estado tem pessoas com frio e na nossa cidade tem pessoas dormindo em barraco. Temos a capacidade de achar que isso só acontece em lugares longes, mas não, na nossa frente tem tudo isso. Quando passamos a ver, passamos a querer fazer. Passamos a querer ajudar, passamos a parar de reclamar e nos impressionar com a nossa futilidade. É indispensável que cada pessoa, inclusive eu, abramos os olhos para que a gente dê poder ao nosso coração para sentir vontade de mudar. Se mesmo com os olhos abertos a gente não enxergue a maldade do mundo, devemos usar óculos para que isso aconteça. Para que a lama da crueldade não nos contamine, é necessário que saibamos onde ela está.

5 – Gratidão é a palavra chave da felicidade.

Pode até parecer uma frase clichê ou de alguém que não sabe nada, mas é a realidade. Quando aprendi isso, boa parte da minha caminhada se tornou mais leve. Ser gratos aos nossos amigos, aos nossos parentes, ao nosso trabalho, a natureza, ao mundo, aos nossos pertences e a nossa vida é essencial.  A luta pelo mais é cansativa, desgastante e nos traz péssimos frutos. Óbvio que devemos sonhar, mas com a cabeça lá em cima e nossos pés no chão. Existe tanta coisa que a gente tem, tanta coisa que é mais do que merecemos e só conseguimos pensar no que não temos. Valoriza-las faz um bem danado. Mostra-nos que a vida é mais do que qualquer coisa. Não deixe pra estimar quando perder. Depois você pode se arrepender.

Bom, com certeza aprendi muito mais do que isso e sei que ainda preciso amadurecer muito, aprender mais e ter uma alma cada vez mais leve. Porém, não posso negar que 2015 foi o ano em que tirei uma fenda dos meus olhos. Foi ano que renovei meu sim a Deus, o ano em que vi que tenho muito e que ninguém alcança nenhum objetivo se não lutar, se não caminhar com força. Parar para pensar no que a gente aprendeu também é um exercício espetacular, sabiam? Tentem fazer isso e me digam quais são os aprendizados que a vida lhe deu esse ano. Tenho certeza que são muitos. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Um fim para a ingratidão.

13 de dezembro de 2015
Todo ser humano uma vez na vida é ingrato. Quem diz que nunca foi é hipócrita. Mas podemos lutar até o fim da nossa jornada para desconstruir isso do nosso pensamento, da nossa personalidade e do nosso coração. Sempre que não valorizamos o que temos, sempre que ignoramos os nossos pertences, sempre que reclamamos por não ter mais, estamos provando da ingratidão. Eu sei, é difícil viver num mundo onde o verbo “ter” é mais usado do que o “agradecer” sermos diferentes da maioria, mas como mudaremos essa realidade se não começarmos as mudanças nós mesmos? 
A ingratidão é filha do egoísmo, já dizia um velho sábio. Afinal, existe coisa mais egoísta do que não valorizar a ajuda do nosso irmão? Do que não agradecer por as vezes em que ele nos colocou nos braços para nos ajudarmos a terminar a caminhada? Não. É muita presunção nossa acharmos que tudo que conseguimos só vem do nosso esforço, da nossa própria força, quando na verdade todas as pessoas que passaram por perto, nos auxiliaram de uma certa forma. Ninguém consegue nada sozinho, ninguém é bom o bastante pra vencer os perigos do mundo se não tiver outra pessoa para ajudar. E, sinceramente, se temos um amigo assim, como não vamos valoriza-lo? Dizer pelo menos um “obrigada”? Sim, eu sei que também devemos ser o alicerce de alguma outra pessoa e que não devemos esperar nada em troca, mas se pudermos fazer alguém feliz com um agradecimento, por que não? Só estaremos fazendo o bem, e digo com toda certeza que possa existir no nosso universo, não existe coisa melhor do que fazer algo bom.  
Claro que foge do sentido dizer que é do bem e reclamar toda hora por não termos mais e mais, não é? Apesar de ser da natureza do ser humano o desejo do poder ser insaciável e nunca se contentar com o que tem, devemos nos policiar sempre e tentar enxergar o mundo com outros olhos. A partir do momento em que olhamos cada detalhe da Terra, notamos que somos muitos sortudos. Temos tudo, não temos? Temos comida, temos água, temos onde dormir. Podemos não ter o carro do ano, uma casa de quatro andares ou um programa só nosso na TV. Mas, o necessário é nosso e agradecer ainda é pouco. Ficar melancólico por não ser uma pessoa poderosa não ajuda em nada, só te faz ser uma pessoa triste. Eu tento, tento todos os dias afastar os pensamentos egocêntrico que chegam na minha mente. Eu não quero ser uma pessoa ingrata, eu não quero ter soberba, eu não quero ser mais uma pessoa no ruim no mundo e eu só posso caminhar na estrada da bondade se eu quiser isso. Existe muita gente precisando de mim, muita gente precisando de ti, muita gente esperando uma ajuda. Pessoas que tem a ingratidão no coração não conseguem ajudar ninguém. Vamos mudar, vamos reconhecer as coisas boas que a vida já nos deu e gratular as pessoas que estão sempre com a gente.  
Lidar com a ingratidão é horrível, ajudar uma pessoa e ver ela te apunhalando pelas costas é uma das piores dores do mundo. Palavras de quem já passou por isso. Se tu não queres que isso aconteça contigo, não faça com os outros. Como já disse, e repito mais uma vez, a mudança no mundo começa dentro da gente. O mundo não precisa de mais uma pessoa ingrata, de mais uma pessoa egoístas, os clones da Maria Antonieta já foram reproduzidos demais. Que tal se formos nós os que causaram uma revolução? É só pregar o amor. O amor combate a ingratidão! O amor evita a ingratidão. Se amamos os nossos irmãos, vamos valoriza-los. Se amamos a vida, vamos valorizar o que ela nos deu. Se amamos os sonhos, vamos lutar por eles com os pés no chão. Se amamos o mundo, vamos tentar não ser um ser humano ruim pra ele. O amor supera tudo.  

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.