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Quando você parou de se achar bonita?

10 de setembro de 2016

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“Eu nunca fui o exemplo de garota bonita. Eu sou desafinada, mesmo amando cantar. Não sei dançar, apesar de me divertir horrores dançando. Não sei costurar, mesmo sempre costurando as roupas das minhas bonecas. Não sei sorrir sem fechar os meus olhos ou ficar vermelha, apesar de rir de quase tudo. Não sei pegar no garfo usando a mão direita, mesmo sendo ambidestra. Eu sou destrambelhada, apesar de amar ajudar as pessoas em tudo. Eu não sei cozinhar tão bem, mesmo amando testar receitas novas. Eu sou uma completa garota imperfeita. Cresci ouvindo que não sou tão bonita assim, que devia alisar o meu cabelo e deixá-lo sem tanto volume. Aprendi que eu não deveria opinar sobre tudo, ser tão a favor dos que sofrem e que sair pelo mundo ajudando não é algo que vá me fazer bem. Eu não sou uma garota bonita. Não pra sociedade em que vivemos.

Nunca gostei de esportes ditos femininos. Vôlei? Derrubo tudo que toca minhas mãos. Futebol era minha alegria. Falar disso? Jamais, isso não me faz uma garota bonita. Minhas pernas? Finas demais. Vou acabar voando. Minha barriga? Flácida. Minha pele? Cheia de cicatrizes e marcas de injeções. Não, isso não me faz uma garota bonita. Aliás, quantas garotas bonitas nós temos por aí? Somos tão obrigadas a cairmos na perfeição, a sonharmos com o dia em que vamos ser ditas como belas que esquecemos que nossa beleza está por dentro.

Eu posso não andar como a Gisele andou na abertura das olimpíadas, eu posso não ter o corpo das Kardashians e posso ter o meu cabelo igual o daquela princesa, como é mesmo o nome dela? Merida. Eu posso ser assim e continuar sendo belíssima. Todas as minhas particularidades me fazem ser essa poesia ambulante. Eu gosto de ser poesia. Eu prefiro ser poesia. Talvez algum dia eu me ame sendo quem sou, talvez isso não aconteça. Mas alguém, em algum lugar do mundo, me amará por isso. Especialmente por isso. Garotas bonitas são lindas, mas garotas poesia são poeticamente como a água. Essenciais. Então, hoje, numa manhã de sábado, eu me declaro poesia e quando eu parei de me achar bonita? Quando me vi no espelho pela primeira vez.”

 Se você, assim como eu, também se sente uma poesia ambulante, use a hashtag no instagram #soupoesiaambulante, explicando o porquê de você se sentir assim e desde quando parou de se achar uma garota bonita. Vamos fazer uma linda corrente mostrando que somos lindas do nosso jeito, que somos poesia, que somos amor. Selecionarei as fotos e textos para postar aqui. Vem comigo?

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Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

6 dicas para ter um Instagram perfeito. 

24 de agosto de 2016

No post hoje darei dicas de como ter um Instagram perfeito e como isso vai te ajudar a ser feliz nessa rede social que só cresce. Vamos lá?

1) Fotografe as coisas que você acha bonito por aí. O céu da manhã, a flor do seu prédio, à sombra no piso da sua casa, o sorriso do seu avô, o café derramando na xícara, o olhar do seu irmão.

2) Não deixe de postar uma foto que provavelmente não combine.
O seu Instagram tem se adaptar o seu momento de vida e não sua vida a ele.

3)
Deixe que seus sentimentos sejam explanados. Não tem isso de querer só mostrar a vida perfeita. Todo mundo chora, todo mundo sorri, todo mundo adoece. Vida perfeita só em comercial de margarina.

4)
Seja sempre você mesmo. Se inspirar e ver fotos legais é legal e aumenta a criatividade, mas não se prive a isso. Tire suas fotos por si só, alimente sua mente. O que faz a diferença é a gente sentir ali o sentimento de quem fotografou.

5) Não tenha medo de colocar legendas
, se não quiser, não coloque. Mas se puder, escreva do jeitinho que você quiser. Engraçado, reflexivo, poético, apaixonante. Do jeito que você se sentir melhor.

6)
Por último, valorize seu cantinho de fotografias ali. Ele é seu. Ame. Não precise dos aplausos das pessoas pra amar… Você é incrível do seu jeito.

Bom, essas foram dicas que eu tenho pra vocês. Sei que cada um tem um jeito, cada um vê a vida de um jeito, na verdade. Mas, enxerguem a vida de um jeito diferente e tudo mudará.

Com amor, Martinha.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Abraçar o mundo com as mãos.

20 de julho de 2016

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Hoje minha mãe me disse que eu deveria me proteger e não tentar proteger o mundo inteiro com meus braços. Eu já tinha ouvido alguém me falar que é impossível agarrar a Terra com as mãos e sobreviver. Mas, não vejo como algo viável fechar os olhos perante as injustiças. Tantas pessoas aqui nesse mesmo planeta sofrendo, sem algo pra comer, sem algo pra beber. Bem, não consigo pensar num porquê de não lutar por eles. Pode parecer até utopia e ilusório, contudo é possível transformar numa possibilidade real. Apesar do problema está na falta de amor ao próximo.

Fomos acomodados a nos calar diante das desigualdades. Poucos estudamos para mudar o nosso local, apenas pensamos no nosso “eu”. Existem tantas pessoas criativas, inteligentes e com a capacidade de criar algo que ajudasse pelo menos um alguém, mas a ganância e a falta de incentivo fazem com que sejamos obrigados a esconder isso e criar mais alguma coisa que aumente as diferenças. O mundo os leva ao poder, poder esse que extingue os menores. Largando quem precisa deles ao léu.

Sim, talvez alguns não tenham culpa disso. Sim, talvez alguns nunca tenham pensado nisso. Sim, talvez alguns apenas não tenham a chance de ajudar. Mas, desde quando o primeiro passo não pode ser dado um pouco tarde? A vida está aí, a gente nunca sabe quando ela vai acabar mesmo. É notório que qualquer segundo doado com amor terá um bom resultado. Sei que minhas mãos são pequenas, meus pés? Menores ainda. Sei que não sou alta e minha voz não é capaz de gritar tão alto que faça com que todos escutem.  Todavia, farei de tudo para guardar todo o mundo com meus bracinhos. Faça o mesmo. Se dermos nossas mãos, todo mundo sairá dessa.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O que você vai deixar na Terra?

05 de julho de 2016
8 comentários

Não existe nada melhor na vida do que sabermos que temos algo para deixar no mundo. Bom, se você acha que não deixará nada na Terra se partir, pergunte-se: Qual ensinamento eu irei deixar aqui se eu falecer hoje? Consegue responder? Não? Então corra. Corra contra o tempo. Faça as coisas que você sempre sonhou e que você sempre quis. A vida é finita. Não podemos deixar os minutos irem embora, não podemos nos permitir prender os nossos ideais. Nossos pensamentos são feitos para serem soltos, livres por aí. Deixa-los apenas na nossa cabeça é puro egoísmo.

Pense se você já cumpriu suas metas de quando você só tinha cinco anos. Já disse ao seu melhor amigo de infância o quanto ele foi importante na sua vida? Saiu jogando flores por aí? Parou alguém na rua e falou que seu sorriso é lindo? Deixou que o tempo não tivesse controle e dormiu a tarde inteira? Cumpra os pequenos prazeres da vida. Você está vivo. Não importa se com gripe, com dor na perna ou com o braço quebrado. Você está vivo e isso basta.

O medo nos impede de muitas coisas, eu sei. Os julgamentos das pessoas também. Mas, a sua vontade é que deve prevalecer. Saia. Corra. Grite. O mundo está aí inteirinho pra você. Pare de arranjar desculpas para não se eternizar aqui. Sabe por quê? Porque enquanto você está sentado olhando pra televisão, aos poucos suas células vão morrendo e sua estadia nessa viagem vai se acabando. Somos como rosas, nascemos, temos o nosso auge da formosura e vamos aos acabando aos poucos depois. Assim como elas, temos que nos fixar em algo e deixarmos nossa venustidade em algum lugar.

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Não falo isso da boca pra fora. Falo pra você não agir como eu agi por muito tempo. A gente tem que fazer o que o nosso coração nos manda fazer. Mesmo que isso nos traga arrependimento depois. Viver no “e se” é pior do que “já foi”. Afinal, pelo menos algo foi feito. Se você nada fizer, o que irá deixar aqui na Terra? Vá, faça.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Origem do Além – Evezel, Resenha Literária.

27 de junho de 2016
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Hoje vamos falar de um dos meus vícios favoritos do último mês. Um livro que logo quando chegou me encantou e ganhou de vez meu coração. Que livro é esse? Bem, ele é chamado de “Origem do Além”. Feito para quem gosta de signos, astrologia e grandes ensinamentos. Se você gosta disso, esse livro é para você.

Origem do além foi escrito por Evezel e é o primeiro livro do autor. Ele conta uma história muito divertida e que lhe vicia. Se você for como eu, em um dia termina com leveza. Principalmente se tiver amigos viciados em signos como tenho. Ah, é de fato viciante. No início, você leva uma baita aula da natureza cósmica e pode vir a se perder. Contudo, não é difícil de aprender. A linguagem é fácil e qualquer leigo no assunto (leia-se eu), entende bem. Porém, o decorrer da história é mais simples de entender e nada tão diferente do que já lemos diariamente sobre signos por aí.

O interessante do livro é que ele não só traz à tona os 12 signos do zodíaco e sim a sua história. Aliás, a história do sol, do caos e as consequências das guerras. Mas, você deve está se perguntando de qual guerra o livro retrata. Ele fala de quando o sol se sente ameaçando perante as malvadezas do caos e qual ação ele toma para combater isso. A ação? Convocar seus aliados. Nada mais nada menos do que: Aquário, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Sagitário, Capricórnio e Escorpião.

Todavia, não será só os filhos do caos que os aliados do sol irão enfrentar. O grande diferencial do livro está aí, nas batalhas internas. Afinal, na vida real, essas são as nossas batalhas mais difíceis de vencer. Não seria diferente no livro do Ezevel.

Sim, eu realmente gostei muito. Ele contém 388 páginas e 35 capítulos. Traz imagens e títulos bem atraentes. Não aborda só astrologia, nele você vai encontrar de tudo. Principalmente grandes ensinamentos filosóficos. Prepare-se para grandes risadas também. Emoções? De sobra. Não tema se sentires que sua personalidade parece com a de algum personagem. Só se ela for a do caos. Óbvio.

Bom, eu recomendo o livro e como boa taurina, já deixo aqui os links de onde você pode vir a adquiri-lo. Pôde-se comprar aqui e aqui. Por fim, deixe-me tirar umas dúvidas: gostaram da resenha? o que acham de livros assim? já leram algum com o mesmo tema? Digam-me. Aguardado ansiosamente a resposta de vocês.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.