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Pequenos textos de dor ou amor.

07 de dezembro de 2016

martinha barreto

Esse post é um que sempre quis fazer aqui, são alguns textos que geralmente posto no tumblr e são, teoricamente, pequenos demais para valer um post inteiro aqui. Então, selecionei os meus favoritos e resolvi mostrar pra vocês. Espero que gostem, são escritos nos picos de sentimentos – bons ou ruins-.

Sou, notoriamente, uma grande fã de Bukowski. Do seu jeito de pensar sobre a vida, ou melhor, de sentir a vida. Certa citação sua que li em alguma rede social de alguém tão desacreditado no ser humano quanto eu, me fez refletir mais sobre a jornada de cada um do que os anos que já vivi. Bem, ele dizia resumidamente que existia uma certa sintonia entre as dores e os poetas.  Ora, isso não é nada menor do que a verdade. Dor é sentimento. Sentimento é poesia. Eu sinto, logo, sou poetisa. Mas, ora, todo mundo sente. Sente?  Sentir. Sentir é amplo. Mas sentir, sentir mesmo, poucos sentem. Sentir extremante, sentir bastante, sentir mais do que mentir. Sentir cada pedaço das pessoas, sentir cada cheiro na rua, sentir cada luz que sai do céu, sentir cada escuridão que dói na alma, sentir cada voz que grita nos bueiros, sentir cada nota que toca nas músicas, sentir cada olhar que sai dos transportes, sentir cada gesto que sai do corpo. Isso é sentir. É desembrulhar pensamentos de modo em que tudo que foi visto, tocado ou escutado se transformasse em poesia. Nascendo assim, nós, os poetas. Aqueles que tem peles cortadas, estômagos marcados de remédios, sangue cheios de álcool ou pulmões cansados de cigarros. Nada românticos, muito romantizados. Afundados em suas dores ou dores dos outros. Sem vozes de tanto gritar socorro ou com dedos calejados de tanto escrever cartas de adeus. É, esses somos nós. Como dizia o chefe, Bukowski, os poetas e as dores. Esses, em minhas palavras, os maiores dependentes do sentir.” (07/12/2016, as 22:04 em algum lugar de João Pessoa).

“É engraçado como a vida muda completamente do nada. Nossos planos, nossos sonhos, nossas metas, tudo muda de um instante para o outro. E aquela pessoa que eu era antes, já se foi há muito tempo. Ou não. Ou ainda estou em algum lugar escondido dentro de mim. O que está claro é que nada está como eu esperava. Todos aqueles caminhos que eu pensei que iria trilhar, todos ficaram para trás na primeira curva que eu dei. Não sei se enxergo isso de uma maneira diferente que os demais, mas por que a gente muda tanto com o passar dos anos? Era tão bom sonhar e acreditar que aquilo seria igual. Eu realmente acreditava. Eu, com toda sinceridade do mundo, pensava que iria ser mais um alguém que luta contra a maldade que alastra o planta. Mas não, tornei-me apenas mais uma pessoa triste e sem razão alguma de prosseguir. Curvei em rotas tão significativas e ao mesmo tempo sem motivo algum que me perdi nos meus próprios desejos. Hoje, já não me vejo mais com algum sentido como via antes. A nostalgia já fez morada em mim. É possível sentir saudade dos sonhos que não realizou? Se não é, eu consegui essa proeza. Não estou há reclamar das respostas que a vida me deu as minhas ações, porém estou ao que eu fiz comigo mesma. Somos capazes de mudar tudo que existe dentro da gente com apenas um pensamento e isso, ah, isso causa danos imutáveis.” (25/04/2016, alguma madrugada em João Pessoa).

Você era simplesmente o que toda garota desejaria ter, qualquer uma, até aquelas mais – surpreendentemente – seguras. Seria tola se eu não confirmasse que moças do mundo inteiro se apaixonariam por você. Somente pelo fato de você ser você. Com todos os defeitos. Você era o sonho devastador de todas. Poderia lhe encontrar apenas em livros. Aliás, em quantos livros você pode ser visto? Identifico-te em um trilhão. Em você, é possível experimentar todos os mocinhos dos romances mais inspiradores da história da terra. Como também, todos os vilões dos dramas de Shakespeare. Quem ousaria dizer que não se apaixonou por Demétrio em Sonhos de Uma Noite de Verão? Ninguém! E você, nobre cavaleiro, é a mistura de Demétrio com Romeu. Você ganha Dom Juan! Você derrota o Homem Aranha. Thor se torna fraco diante do todo o poder que seus olhos têm. Basta você sorrir para que Afrodite perca a noção do amor.  Ah, como eu poderia ser capaz de te colocar em um pote e ficar cuidando de ti para sempre. Mas eu sei que não serei capaz. Eu não mereço você! Aliás, quem poderia te merecer? Não imagino ninguém apropriado para lhe proteger. Sim, eu sei que você não precisa de proteção. Contudo, quem não precisa de um pouquinho de cuidados no fim do dia? Em meio a uma tempestade? Ninguém. Nem mesmo você. Todo mundo precisa de amor. De um abraço. De um beijo. Não foi por isso que Romeu se permitiu morrer? Ah, por você eu me tornaria Julieta.” (18/05/2015, numa manhã qualquer).

Bom, é isso. Espero que tenham gostado… Não sei, eu sou assim. E aqui tem que ser a minha cara, não é?

Com amor, Martinha.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Sentimentos

06 de dezembro de 2016

Martinha Barreto

Acendi as luzes do meu quarto. Todas elas. As azuis, a luminária em forma de coroa e a lâmpada normal. Queria tudo claro, inclusive meus pensamentos. Era mais um fim de ano que se aproximava e tudo continuava como sempre esteve: confuso. É sempre assim quando assunto sou eu. As coisas que são para dar certo, não dão. As pessoas que eram pra ficar, não ficam. Os sonhos que eram pra se realizar, não se realizam. Eu fico sentada, em qualquer lugar da cidade, sentindo uma nostalgia de tudo que se foi, pensando em como as coisa chegaram até esse ponto. Perguntando-me onde errei. E nenhuma resposta vem… Ela nunca vem. Mas, ao acender tudo, ao fazer tudo brilhar, consigo enxergar o porquê de algumas coisas terem de dá errado. Ah, eu deveria saber. Precisamos sentir o peso do ruim pra valorizar o bom. 

Se tudo sempre desse certo, se tudo ficasse pronto no tempo certo, eu ou você não iriamos ficar felizes no fim do dia. A rotina cansa qualquer um. Sim, isso também faz o problema das coisas acontecerem sempre de forma inadequadas nos atingirem tanto, acontecer é melancólico por si só e piora por cansar já que é rotineiro. Eu fico exausta, anestesiada e com uma baita vontade de largar tudo e fugir. Fugir pro tempo em que tudo estava sob controle de não ter responsabilidades. Fugir pra trás. Fugir pra onde não posso voltar. Comprar uma máquina que me faça reviver tudo novamente sem errar. Mas, nós sabemos bem, não é possível.

Nunca é possível. A gente continua no mesmo lugar, na mesma cama, no mesmo quarto, com as mesmas luzes. Pensando, escrevendo e ouvindo música. Esperando mais alguma coisa ruim acontecer pra depois comemorar o fim do pesadelo ter acabado. Como um ciclo. Esse é o ciclo da vida. É, eu sei que crescemos pensando que a vida é só nascer, crescer e morrer. Pois bem, não é assim. A gente até nasce, mas pra crescer temos que sofrer um pouco. Ou muito. O brilho me faz perceber isso. A música de Lucy Rose ao fundo também. Não importa o que eu faça pra fugir dos que vem até mim, sempre irei bater de frente no que tem que acontecer. Posso até estar cansada, mas virá. Sempre vem. A diferença é que agora todas as luzes estão acesas. Inclusive as da minha alma. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Resenha – Bomba Capilar da For Beauty 

21 de outubro de 2016

Olá! O post de hoje é sobre algo que faz tempo que não falo aqui: o meu cabelo! Como vocês sabem, eu não sou uma pessoa tão vidrada nisso, mas quando posso, gosto de cuidar bem do meu ruivinho. Pra isso, pesquisei um pouco e conheci a marca For Beauty. Gente, que marca!!! Estou usando três kits dela e amando tudo, tudo, tudo. Então, vamos começar a falar desse kit em especial? 


Como vocês podem ver, na descrição da máscara ele já diz bem sobre a junção de coisas que ele é e na última foto nota que eu usei basaaastante antes de vir aqui contar a vocês o que ele faz. Se você quer repor massa, ele repõe. Por que? Porque ele tem queratina. Se você quer nutrir, ele nutre. Por que? Porque ele tem óleos. A sua fórmula é bem completa pra fazer essas duas coisas, ela tem Queratina, Creatina, D-Pantenol, Vitamina A e outras coisinhas que ajudam a seu cabelo ter uma vidinha saudável. Bom, no meu ele ajudou BASTANTE. Principalmente por eu viver usando baby e secador. 

Então, Martinha, o que você mais gostou nele? Não vou mentir que foi o fato de não desbotar o meu ruivo. Eu morro de medo de usar shampoo com sulfato porque sei que vai desbotar, mas esse não desbotou. Outra coisa que eu gostei bastante é o fato do condicionador selar bem as cutículas após a máscaras. Ah, uma dica que as vezes as pessoas não sabem é que: usa-se primeiro o shampo, depois a máscara e por fim o condicionador. 

Bom, eu recomendo e acho que todos deveriam usar hahaha principalmente quem quer deixar o cabelo com sua massinha reposta e bem brilhosa. Onde vocês vão encontrar a for beauty? Aqui em João Pessoa na loja Mercado da Beleza no mangabeira shopping e no Brasil nas melhores lojas você vai achar.


Bom, espero que tenham gostado da resenha e se gostaram, vou trazer mais aqui. Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar que vou ter o maior prazer de responder!!! Ok? Beijãooooo! ❤️

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Por que você foge ao ver essas marcas?

30 de setembro de 2016

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Eu não sou linda? Não sou perfeita? Não pareço ter o mundo nas mãos? E esses cortes no meu braço? O que você diz sobre eles? E esses arranhões no meu pescoço? Na minha perna? As marcas de sangue na minha cocha? E essas olheiras? O que me diz sobre elas? Esses olhos inchados de tantas lágrimas? Essa voz rouca dos gritos pedindo socorro? Ninguém acha bonito? Cadê os aplausos agora quando veem o vazio que está aqui por dentro? Ora, por que vocês estão correndo? Porque não estou sorrindo, só pode.

Todos dizem tantas coisas, dizem que isso é só pra chamar atenção. Dizem que não é nada mais do que drama. Ah, eles acham que eu vou melhorar com elogios. Eles acham que eu preciso disso. Apenas disso. Quando na verdade, eu só queria sair correndo. Correndo como se não houvesse amanhã e não existisse medo algum. Como se não existissem vozes. Como se não existisse ódio. Ah, como se não existisse a solidão.

Não, eu não odeio a solidão. Eu não a temo. Eu apenas vivo com ela há tanto tempo que me cansei. Cansei de me sentir assim. Queria apenas acordar e não sentir mais esse pavor. Sorrir, levantar e não ter vontade de sair correndo e voltar pra cama. Sair andando pelos cantos claros e não sentir nada me empurrando pra trás. Apenas isso que eu queria. E talvez aí, você conseguisse dizer que eu sou linda mesmo. Que essas marcas só mostram que eu venci. Não sei, mas talvez aí, você não tivesse correndo agora. Correndo pra bem longe de mim.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Relacionamentos Abusivos e Autoestima: Quando você parou de se achar bonita?

15 de setembro de 2016

amor-proprio-e-relacionamentos-abusivos

Hoje vou lançar uma série de posts no meu blog, seguindo a idéia do “Quando você deixou de se achar bonita?”. Cada post terá um tema diferente e se iniciará com o depoimento de alguma mulher. Principalmente por saber que existem vários tipos de opressões que mexem com nossa autoestima e para que todos se sintam representados. Afinal, seria uma falta de respeito com todas se eu protagonizasse esse quadro. Então, para iniciar, hoje vamos conhecer um pouco a história de Ane e como relacionamentos abusivos podem trazer danos gravíssimos ao amor próprio de uma mulher. Perguntei a Ane quando ela deixou de se achar bonita e essa foi a resposta:

“Quando foi que eu deixei de me achar bonita?

Quando tive seqüências de relacionamentos abusivos, isso vem acontecido desde os meus 18 anos e até então parece jogo de azar, pois tenho 22 anos hoje e isso ainda não passou. Fui trocada diversas vezes sem nenhuma explicação por meninas que tinham dinheiro ou que eram mais bonitas que eu. Muitas pessoas falam: “Autoestima baixa por causa de macho? Jamais!” Legal, se você é super bem resolvida com isso, palmas pra você, mas comigo foi muito além de ter sido trocada. Comigo são palavras que me magoaram no decorrer desses anos, atitudes que esperava de certas pessoas e expectativas criadas.

“Você não vai arrumar alguém melhor do que eu” “você só serve pra isso” são palavras que mexem com o psicológico da gente de tal forma, que você pode ser a Miss Universo que ainda sim vai se sentir magoada e vai se perguntar. Será? Será que ele tem razão? Depois de tantos relacionamentos abusivos cheguei a pensar que realmente o problema sou eu, na verdade eu ainda acho que sou eu. Sei que por dentro sou uma pessoa linda, não consigo desejar o mau pra ninguém, tento ajudar o máximo que posso todas as pessoas que amo, claro, tenho os meus defeitos e quem não tem? Sou do tipo de pessoa que morre por alguém que ama. Mas, às vezes, tenho dúvida: será que mais vale a beleza exterior do que a interior?”

Ane Caroline, 22 anos | Blog | Canal | Instagram

Existem muitas pessoas como a Ane por aí, quantas vezes nós aceitamos qualquer tipo de demonstração de afeto apenas por acharmos que não somos boas o bastante? Quantas vezes nos perdemos no mundo atrás de pessoas que nos tratam mal com medo da solidão? Relacionamentos abusivos nos fazem ser assim. Não temos culpa. É como se nós nos sentíssemos inferiores a qualquer pessoa ou a qualquer coisa. Mas olha só, nós não somos. Não importa quantas vezes a gente tenha que repetir isso até acreditarmos, mas vamos – um dia – acreditar: Nós não somos inferiores.

Se você tem alguma história de relacionamento abusivo, comenta. Vamos debater um pouco sobre assunto. Se você quer aparecer aqui, comenta também. Irei ficar infinitamente feliz com a sua participação e ah: semana que vem tem mais!

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.