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Relacionamentos Abusivos e Autoestima: Quando você parou de se achar bonita?

15 de setembro de 2016

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Hoje vou lançar uma série de posts no meu blog, seguindo a idéia do “Quando você deixou de se achar bonita?”. Cada post terá um tema diferente e se iniciará com o depoimento de alguma mulher. Principalmente por saber que existem vários tipos de opressões que mexem com nossa autoestima e para que todos se sintam representados. Afinal, seria uma falta de respeito com todas se eu protagonizasse esse quadro. Então, para iniciar, hoje vamos conhecer um pouco a história de Ane e como relacionamentos abusivos podem trazer danos gravíssimos ao amor próprio de uma mulher. Perguntei a Ane quando ela deixou de se achar bonita e essa foi a resposta:

“Quando foi que eu deixei de me achar bonita?

Quando tive seqüências de relacionamentos abusivos, isso vem acontecido desde os meus 18 anos e até então parece jogo de azar, pois tenho 22 anos hoje e isso ainda não passou. Fui trocada diversas vezes sem nenhuma explicação por meninas que tinham dinheiro ou que eram mais bonitas que eu. Muitas pessoas falam: “Autoestima baixa por causa de macho? Jamais!” Legal, se você é super bem resolvida com isso, palmas pra você, mas comigo foi muito além de ter sido trocada. Comigo são palavras que me magoaram no decorrer desses anos, atitudes que esperava de certas pessoas e expectativas criadas.

“Você não vai arrumar alguém melhor do que eu” “você só serve pra isso” são palavras que mexem com o psicológico da gente de tal forma, que você pode ser a Miss Universo que ainda sim vai se sentir magoada e vai se perguntar. Será? Será que ele tem razão? Depois de tantos relacionamentos abusivos cheguei a pensar que realmente o problema sou eu, na verdade eu ainda acho que sou eu. Sei que por dentro sou uma pessoa linda, não consigo desejar o mau pra ninguém, tento ajudar o máximo que posso todas as pessoas que amo, claro, tenho os meus defeitos e quem não tem? Sou do tipo de pessoa que morre por alguém que ama. Mas, às vezes, tenho dúvida: será que mais vale a beleza exterior do que a interior?”

Ane Caroline, 22 anos | Blog | Canal | Instagram

Existem muitas pessoas como a Ane por aí, quantas vezes nós aceitamos qualquer tipo de demonstração de afeto apenas por acharmos que não somos boas o bastante? Quantas vezes nos perdemos no mundo atrás de pessoas que nos tratam mal com medo da solidão? Relacionamentos abusivos nos fazem ser assim. Não temos culpa. É como se nós nos sentíssemos inferiores a qualquer pessoa ou a qualquer coisa. Mas olha só, nós não somos. Não importa quantas vezes a gente tenha que repetir isso até acreditarmos, mas vamos – um dia – acreditar: Nós não somos inferiores.

Se você tem alguma história de relacionamento abusivo, comenta. Vamos debater um pouco sobre assunto. Se você quer aparecer aqui, comenta também. Irei ficar infinitamente feliz com a sua participação e ah: semana que vem tem mais!

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Ninguém é superior a ninguém!

15 de novembro de 2015
As pessoas tendem a achar que são superiores às outras, que podem falar e fazer o que quiser e não escutar nada. Esse é um dos grandes problemas do ser humano, o ar de superioridade. Se isso não existisse, inúmeras guerras não teriam sido iniciadas, milhões de suicídios teriam sido evitados e muitos litros de sangue nunca seriam derramados. Simplesmente por todos se tratarem com igualdade, com amor e cumplicidade. Quando irão perceber que não existe nada que nos deixe melhor do que os outros? Nada que nos faça ser inferior? Absolutamente nada que nos dê o direito de magoar os outros? Aliás, de machucar os nossos irmãos.

A vida é muito mais importante do que qualquer achar seu ou o meu. Não temos o direito de tirar o ar de alguém por ela não ser da nossa cor, por ter nascido em outro país, por ter uma religião diferente da nossa, por ter princípios diferentes dos nossos, por ter uma opção sexual diferente da nossa, por ter um peso maior ou menor que o nosso, por ter uma opinião diferente, por ter uma condição financeira melhor ou pior que a nossa. Nada vai fazer que ela seja inferior a gente. Nada. Então qual o porquê de tantas mortes? Qual o porquê de tanto ódio gratuito? Qual o porquê de tanta maldade? Qual o porquê de tanta falta de empatia? É necessário que quantos inocentes morram para que percebam que nunca seremos melhores que os outros?

João Pessoa – Paraíba

Vale ressaltar, que suas ações também podem ser superiores e fazer mal a alguém. Não tente menosprezar os outros, levantar o tom de voz e o humilhar perante a sociedade. Sua ação pode não fazer a diferença na sua jornada, mas pode fazer na dele. Suas palavras podem ser esquecidas quando você dorme, contudo pode fazer com que ele tome remédios para dormir pra sempre. Seu julgamento pode partir o coração de alguém, fazendo com essa pessoa seja pra sempre amargurada e não acredite mais no amor. Seu jeito de olhar pode ser natural pra você, mas pode fazê-lo se sentir mal. Seus escritos podem ser apenas um jeito seu de expor seus pensamentos, mas pode fazer com que um grupo o use como argumento para matar outras pessoas. Tenha noção das suas palavras, dos seus pensamentos, dos seus desejos. Você deve entender que as pessoas são iguais a você, tem sentimentos iguais a você, desejos iguais a você, sonhos iguais a você. Você gostaria que tirassem isso de você? Não. Então não aja como se pudesse tirar isso de outra pessoa.

Devemos lembrar sempre que os nossos atos tem reações muito fortes e que nossas palavras podem ecoar pelo mundo. Usa as suas para passar humildade e igualdade. É necessário amar o próximo, além de provar que ninguém é superior a ninguém. Não deixe que alguém te diga que você não é tão bom quanto ele, não abaixe a cabeça e se sinta inferior. Apenas faça a diferença e tente encher o mundo com amor ao próximo. Somos todos iguais, não importa o que digam.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O que é beleza pra você?

08 de novembro de 2015
Beleza não é olhos claros, boca grande, nariz empinado e dentes perfeitos. Não é cachos definidos, fios lisos, um loiro platinado e um cabelo tão longo quanto o de rapunzel. Beleza com certeza não é pernas grossas, barriga chapada, cintura fina e braços duros. Não é pele branca, lisa ou bronzeada. Beleza não é o que você ver na televisão, nas mídias sociais ou nas revistas. Não é o que as atrizes, modelos ou até mesmo o que sua mãe diz que é. Beleza vai muito além do que uma aparência. Quem dera todos pudessem enxergar além da capa para assim conhecer o que é realmente bonito e merece ser aplaudido.

Olho D’água – Paraíba
Mas a vida não é assim. A gente julga o que a gente enxerga, o que a gente sente não importa, não é mesmo? Quantas vezes por um mísero julgamento deixamos de conhecer algo extraordinário? Só por algo não ser, pelos olhos dos padrões, belo? É necessário mudar a maneira de ver a vida, valorizar o simples e o real. Valorizar os sentimentos, valorizar a alma, valorizar o coração. A partir do momento em que seus olhos enxergarem o que é verdadeiramente bonito, você também se tornará lindo.

Quando notares que um sorriso sincero, um olhar carinhoso, um abraço duradouro, um beijo apaixonado, um passarinho cantando, o som da água jorrando, o sol se pondo, a folha da árvore caindo, o vento falando e uma flor murchando tem sua beleza, notarás que a vida é muito mais do que um corpo. Irá perceber que a beleza está nas ações, nos sentimentos, nos sentidos. Não adianta passar a vida inteiraquerendo ser bonito, e não agir de uma forma bonita. Afinal, a verdadeira beleza reside em seu coração e, pra ele, não existe plástica. Só existe amor.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.