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Vencendo a Bulimia.

02 de Fevereiro de 2018

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O post de hoje não é só um texto. Ele é mais, muito mais. Ele fala de um assunto que atinge muitas e muitas pessoas. Principalmente jovens. Por isso, é importante que ele seja feito. Precisamos falar disso, entendem? Precisamos que transtornos alimentares sejam debatidos. Para que? Para salvar vidas. Talvez ele não lhe ajude diretamente, mas pode te fazer ajudar alguém. Talvez você chore ao ler cada palavra que tem aqui, porque foram ditas por pessoas reais que passaram e ainda passam por isso. Talvez você se veja nisso. São muitos talvez, mas também é muita verdade.

Quando criança, eu sempre fui muita afoita e sempre gostei de ler. Não é a toa que criei o meu primeiro blog aos 11 anos (você pode vê-lo aqui). Mas isso também me levou a lugares sombrios. Como taurina, eu sempre amei comer. Como apaixonada por música, eu sempre amei cantoras. Entre elas, Anahi. Descobri que queria ter o corpo dela. Contudo, na minha cabecinha, de uma menina de 11 anos, como seria possível tal fato fazendo brigadeiro de café todos os dias? Procurei sites na internet e achava que tinha encontrado a solução. Eu não comia bem, jogava a comida fora pra minha mãe não desconfiar. Quem me tirou desse mundo? Minha amiga, Clara Emanuele, que ia quase todos os dias verificar se eu estava almoçando. Saia de casa mais cedo antes de íamos a escola.  Eu tive um anjo e consegui me libertar.  Mas e você? E outras meninas? E outros e outros jovens que ainda estão nessa? Trago aqui, duas pessoas maravilhosas que enfrentam e enfrentam a bulimia pra falar melhor sobre isso. E óbvio, uma psicóloga incrível.

Vamos começar com a Alessandra Delgobo, ela tem 21 anos e é formada em Jornalismo. A ale é uma menina maravilhosa, trabalha com marketing e social media. O instagram (adelgobo) dela é todo voltado pra moda e cheio de inspirações. Porém, a Alê é mais do que isso. Ela é uma vencedora. Eu a perguntei quando ela percebeu que estava com bulimia e a mesma me contou sua história. Adianto logo que é forte. Então prepare o lenço e vamos lá:

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“Eu era uma criança gordinha. Desde que eu lembro as pessoas falavam que eu seria uma pessoa gorda e que precisaria emagrecer quando crescesse. Quando comecei a fazer ballet, uma das coisas que eu mais gostava na vida, ouvi pessoas falarem por eu ser gordinha não poderia praticar e dançar. Aquilo me marcou. Desde que eu lembro essa pressão sempre esteve presente. Eu cresci e me desenvolvi muito rápido, com 12 anos eu já tinha mais corpo do que as outras meninas. E eu era sempre comparada com elas, que eram todas magras. Desde essa época eu participava no Orkut de comunidades de “Ana e Mia”. Aos 15 anos eu vi isso explodir na minha cara. Eu odiava meu corpo, eu tinha repulsa por quem eu era. Eu me sentia culpada por comer e tentava ao máximo achar formas para não comer. E quando eu comia, não era algo normal, era uma compulsão e após comer eu tentava “expelir“, através de laxantes, vômitos e excesso de exercícios físicos. Imaginar que eu estava ganhando peso era horrível. Eu percebi que eu estava doente e precisava de ajuda quando eu comecei a desmaiar na rua e tinha que ligar pedindo ajuda para a minha mãe. Cheguei a desmaiar no banheiro e ficar trancada dentro dele por um tempo, porque minha mãe não conseguia abrir a porta. Eles viam que eu não estava bem, mas ao mesmo tempo achavam que era frescura, que era só comer. Até porque eu nunca fiquei abaixo do peso normal, sempre oscilava o que é uma característica da bulimia. Então eles só viam o externo. Atualmente eu tenho amigos que me apóiam, mas naquela época não. Eu estudava de manhã então quando ficava sozinha à tarde eu comia o que eu podia enquanto ninguém estava por perto para me monitorar e depois ficava horas trancada no banheiro, me sentindo culpada por ter comido. Aí no outro dia eu não comia para compensar. Mas em seguida vinha outra crise de compulsão, e depois culpa. Era um ciclo horrível. Por causa disso, eu fiquei com anemia e em 2015 fiquei internada alguns dias num hospital, pois a anemia me deixava com a imunidade tão baixa a ponto de que eu não conseguia ficar muito tempo sem estar doente e precisar fazer exames. Antes de eu ficar internada, que eu tinha um relacionamento abusivo que ele sempre chamava a minha atenção se eu engordava um pouco. Em 2014 eu voltei a fazer dietas e ia para a academia todos os dias. Eu jurava que era uma pessoa saudável e fitness. Mas abusava dos laxantes e diuréticos como uma forma de “ajuda” para emagrecer. Quando eu percebi, já era tarde. Tinha compulsão quando passava uma semana de dieta. E aí vomitava para compensar. Esse relacionamento agravou muito a situação, pois eu achava que se não estivesse magra e me mantivesse num peso bom ele não ficaria mais comigo. Em 2016 eu tive diversas crises, por conta da pressão da faculdade e do estresse. Comida ao mesmo tempo em que era algo que eu amava era algo que eu odiava e tinha repulsa. Eu sinto que eu demorei a procurar ajuda, demorei pra conseguir falar com alguém sobre isso. Então meu único conselho é: peça ajuda. A comida não é sua inimiga. Seu corpo não é seu inimigo. Eu sei que parece impossível sair disso, eu sei que dói. Eu sei que você se sente julgado pelos outros, que parece que ninguém te entende. Mas eu entendo. E eu estou aqui. Eu consegui sair disso e você também vai. Eu consegui amar meu corpo pelo que ele é. Você também vai. Eu acredito em você.”

Forte. Eu sei. Mas ela conseguiu sair, ela enfrentou e venceu. Todos nós podemos fazer isso. Agora, temos Igo Lucas. Ele é de Pernambuco, tem 18 anos e um lindo dom para fotografia. Eu tenho uma história bonitinha com ele. Conhecemos-nos num grupo de blogueiros do facebook e um dia conversando com uma vizinha, ela acabou soltando que era da cidade dele e no fim, descobri que ela era sua tia. Ele veio até aqui e nos conhecemos pessoalmente. O Igo também tem um instagram lindo e um grande dom para as palavras. Mas, assim como a Ale, ele é um vencedor. Enfrenta a bulimia e segue em frente. É aquilo do enfrente, em frente. Vamos ver o que ele tem pra nos dizer?

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> Quando você percebeu que estava com bulimia?

Fiz um tratamento de emagrecimento durante meses. Por dia não poderia passar de 1.500 calorias, o médico disse: ‘’você engorda a partir do momento que passar dessa quantidade’’. Então eu sempre tinha que ter a base do que comer, porém todas as vezes que eu passava da quantidade, eu saberia que iria engordar e me sentia com a consciência muito pesada, então infelizmente acabou se tornando um ciclo em minha vida.

> Você tem apoio dos seus familiares ou amigos?

Na verdade, eu acho que quem passa por isso, geralmente não conta aos familiares, por medo ou vergonha, então sim, muitas vezes desabafei com minha mãe, fiz terapias, tomei medicamentos, porém isso é uma coisa que você pode conversar o quanto for só vai depender de você e sua consciência. ‘’Vou fazer isso só hoje’’, amanhã da mesma forma, e assim infelizmente vai fazer por dia, meses, anos.

> Qual recado você daria pra quem está enfrentando isso?

Eu sei que é muito difícil viver nos padrões hoje em dia é muito complicado, onde ser você é se achar insuficiente, porém queria dizer que você é incrível da maneira que Deus lhe fez (estou escrevendo isso para mim também). Se apegue com pessoas que te de carinho e atenção, com certeza procure ajuda médica, não é feio e nem motivo de vergonha, você é incrível.

Pois é, assim como o Igo falou, é necessário procurar ajuda médica. Terapia, acompanhamento psicológico e psiquiatra são essenciais para vencermos essa batalha. Por isso, chamei uma amiga psicóloga que além de ser extremamente inteligente é um ser amável e humano. A Hannah Alves (clique aqui pra ver o perfil dela):

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“A quantidade de pessoas com transtornos alimentares só cresce, e isso tem a ver com o fato de estarmos sendo pressionados o tempo todo para nos enquadrarmos em um padrão de corpo inalcançável. A Bulimia é um transtorno alimentar grave, onde o paciente ingere grandes quantidades de comida de uma vez, em seguida, sente-se culpado, e tenta se “livrar” das calorias que foram consumidas. A pessoa pode fazer exercícios físicos exageradamente, utilizar-se de laxantes ou provocar o vômito. Isto leva a um comportamento vicioso e compulsivo, que pode causar diversos problemas físicos e emocionais no paciente, e em alguns casos, levando a morte. A maioria das pessoas com Bulimia são do sexo feminino, mas os homens também podem ter este transtorno. Geralmente os pacientes bulímicos não aparentam estar doentes externamente (diferente da anorexia nervosa), portanto, para reconhecer se alguém tem Bulimia, você deve observar como essa pessoa se comporta em relação à alimentação dela, se existe uma exaltação do corpo magro, um medo exagerado em engordar, idas freqüentes ao banheiro logo após as refeições, rituais ao comer, sigilo em relação à comida, como por exemplo, levantar no meio da noite para ir comer escondido, ou esconder alimentos, isolamento social, outros comportamentos compulsivos como o uso de álcool. Se você conhece alguém, ou tem esses sintomas, procure um psicólogo e um psiquiatra. A Bulimia assim como os outros transtornos alimentares tem tratamento, e a vida da pessoa pode melhorar.”

Portanto, se você passa por isso, não hesite em procurar ajuda médica. Vá, não é vergonha alguma lutar contra esse mau. E, se não é contigo e sim com alguém que você conhece, ame essa pessoa e a leve em algum psiquiatra ou psicólogo. Nós, eu, você e os outros precisamos nos sentir amados. O amor é essencial e amar é procurar o melhor pro próximo.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Onde há um você, há o que dizer.

01 de Fevereiro de 2018

Eu sei que cenários bonitos encantam os olhos dos outros, atraindo belos sorrisos ou olhares curiosos. Mas, para combater o caos que há dentro dos meus pensamentos, eu ando preferindo lugares vazios, onde a nudez perdura. Pode parecer estranho aos olhos dos outros, contudo, aos meus, nada é mais entendível que isso. Sei que dizem por aí que poetas gostam de exageros ou que a extravagância é mais atraente aos dedos de um escritor. Porém, eu digo com toda a certeza que há dentro de mim – pelo menos por enquanto – que não preciso de muito para me sentir bem.

Muitas vezes eu caí na do mundo de achar que nada iria me satisfazer se não houvesse aplausos dos outros. Como aquele curso da universidade, como aquele corpo das revistas, como aquelas viagens de instagram ou com aquela vida que a maioria sonha. Mas eu não sou isso. Você também não é, acredite em mim. A gente consegue se contentar com quase nada quando enxergamos o nada como tudo. Tem coisas que me fazem muito bem no dia-a-dia, um bom livro ou um filme antigo. Talvez tu tenhas um jogo de vídeo game ou um esporte. Ali também existe felicidade. Conversas com amigos, almoço em família, telefonema de alguém distante ou uma tarde de séries sozinho. Tudo isso pode ser tão pequenino perante o que eu almejava, contudo, é o essencial para mim.

Não perco em meus pensamentos os sonhos de infância, o desejo de encontrar poesia em cada lugar do planeta. Isso não. O que acontece é que eu não preciso mais disso pra continuar vivendo bem. Ou pra continuar sendo poeta. Eu não sei se você entende o que eu estou escrevendo agora, mas o que eu quero mesmo passar é que há em cada pedaço do lugar que você se encontra agora, um cadinho de beleza. Detalhes que muitas vezes você deixa passar estando com a cabeça no luxo. Há vida aí. Se há vida, há o que escrever. Se não há, escreve sobre a ausência dela. Mas sempre, sempre existirá algo que eu ou você possamos narrar. Não precisamos ir muito longe pra isso. Só ver além.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Ninguém aguenta mais.

21 de julho de 2017

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Quantas vezes a gente gritou por aí que simplesmente não dava mais? Que estava difícil continuar como as coisas estão? Lembro dos meus sonhos de quando criança, aqueles ditos como tolos pelos nosso pais. Você nunca quis ser bailarina? Atriz? Jogadora de futebol? Bom, a maior campeã da bola de ouro tem o meu nome. Eu queria ser como ela. Obviamente não consegui. Não coloquei minhas asas e sai voando como esperava que fosse possível no futuro do passado, hoje, presente. Eu simplesmente estacionei aqui onde estou. Sinto que estou decepcionando quem já fui algum tempo. E ninguém ver isso.

É estranho. Estranho mostrar, falar e deixar marcas por aí que estamos chegando no nosso máximo e ninguém perceber. Bom, eu não sei você, mas já andei pelas ruas da cidade com o pulso aberto dando adeus a todas as esquinas que eu passei completamente sozinha. Sem olhares. Sem vozes. Apenas eu. De tal forma que se eu vestisse uma capa de invisibilidade nada mudaria. Tudo continuaria da mesma forma. Simplesmente porque nós, bem, nós não buscamos enxergar a alma do outro. E é a alma que anda por aí segurando cordas no pescoço, facas no pulso e comprimidos na mão. A gente só ver aquela parte de carne que se esconde atrás de máscaras de sorrisos. Esses somos nós.

Somos assim até algo drástico acontecer e tentarmos ver o que não foi visto antes. Até tentarmos ouvir os gritos que não foram ouvidos antes. Até tentarmos ler o que não quisemos ler antes. Até não podermos fazer mais nada além de nós arrepender. Porque o que passou já foi embora. Não volta. Fica numa parte da nossa vida que só será vista de novo na nossa memória. Isso é, se não já perdemos também. Por isso a gente tem que usar mais óculos e enxergar as coisas antes delas virarem a rua. Não precisamos perder o que a gente ama. Não precisamos perder mais ninguém. Ainda podemos salvar mais pessoas. Inclusive a nós. Só precisamos olhar.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O poder do bom pensamento

01 de Janeiro de 2016

Na nossa vida, inúmeras coisas ruins acontecem desde o nosso nascimento até a nossa morte. Se pararmos pra refletir a quantidade de eventos que nos deixou triste até hoje, pensaríamos no dia em que deixamos cair um pirulito na pracinha ou quando tropeçamos ao correr pra o escorregador e acabamos ralando o joelho, não é? Pensaríamos também nas pessoas que partiram da nossa vida, na saudade infinita que sentimos daqueles que já faleceram e daquelas que hoje não falamos mais. Porém, se eu te pedir pra me contar as coisas alegres que já aconteceu contigo, você conseguiria relembrar aquele dia em que seu coleguinha lhe deu um abraço? Daquele dia em que você ficou dançando a tarde inteira com seu melhor amigo? Será mesmo? Estamos tão acostumados a esquecer de coisas do nosso cotidiano que perdemos lembranças incríveis. É por isso que devemos praticar um bom pensamento.

Quando começamos a enxergar a vida de uma maneira diferente, também guardaremos nossas lembranças de um jeito mais especial. Esse é o poder do pensamento positivo. Aliás, sabe qual é a força que ele tem? Infinita. Sempre que você estiver triste porque algum imprevisto aconteceu, olhe para o lado e veja algo especial. Algo que você não veria se aquilo tivesse dado certo. É possível extrair beleza nas piores coisas, é só você mudar o seu modo de olhar.Eu falo isso por experiência própria. Quando estou com algo me angustiando, tento citar os episódios mais simples que me fazem sorrir no meu dia-a-dia, até a angustia passar, quando percebo, estou me sentindo mais feliz do que estava antes de ficar angustiada. É algo instantâneo. Você lembra algo que te faz rir, e ri.

Em alguns momentos é mais complicado pensar positivo, eu sei disso, mas como tudo nessa vida, nada é impossível. Se você começar algo pensando que não dará certo, provavelmente isso não dará certo mesmo e não me venha com um “é melhor não criar expectativas, assim você se surpreende” porque não é bem assim. Coisas boas atraem coisas boas. Coisas ruins atraem coisas ruins. Tente ver como se torna mais fácil passar em uma prova quando você diz “Ei, eu sou capaz! Eu vou passar!”. Por mais difícil que o morro lhe pareça, você consegue subi-lo se acreditar nisso.  Principalmente se você perceber que o primeiro passo é esse: acreditar. Como uma coisa vai existir se você não acreditar nela? Complicado, não é?

Quando começamos a pensar de um jeito mais feliz, mais alegre, mais positivo, a vida toda se torna colorida. Sempre que alguém vier lhe dizer algo triste, você enxergará o lado bom daquilo ali e poderá tornar a vida de alguém mais feliz também. Não é errado ser uma pessoa mais natureza, você não estará sendo só mais um que acredita em contos-de-fada não, você estará sendo alguém que ajuda o mundo a ser salvo. Valorizar o bem é necessário. Não tenha medo. Tornamo-nos fortes quando nos tornamos positivos.Pode ter certeza disso. Se tu, de alguma maneira queres mudar a sua maneira de ver o mundo, saiba que o caminho é esse.

Valorize cada detalhe da sua vida, cada coisinha pequena. Veja beleza no sorriso de uma criança que você não conhece, veja beleza na música que está tocando no carro vizinho ao seu no congestionamento, veja beleza nas folhas balançando quando aquela chuva vier, veja beleza no cabelo branco do seu pai quando ele estiver estressado, veja beleza no formato da lama que seu cachorro deixou quando entrou na sua casa todo sujo. Toda raiva, ira, tristeza sairá se você enxergar encanto em tudo. E é aí que está a magia de um bom pensamento, em nunca te deixar ficar mal e te fazer ter as melhores lembranças que alguém pode ter. Nossa vida é só uma! Devemos aproveita-la da melhor maneira e não é reclamando que faremos isso, mas sorrindo sim. Sorrindo sempre aproveitamos mais. Por isso, sorria. Torne-se uma estante de sorrisos para todo instante. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

5 aprendizados que 2015 me trouxe.

22 de dezembro de 2015


Hoje quis fazer um post diferente, quis falar a vocês sobre os 5 maiores ensinamentos que eu tive em 2015. Afinal, foi um ano em que eu não consegui fazer universidade (eu passei para o 2015.2 e devido a greve, meu curso que começaria em agosto só irá começar em fevereiro), conclui meu estágio e passei por grandes problemas na minha vida pessoal. Ou seja, foram 365 dias de muitas descobertas, aprendizados e tapas na minha cara. Vamos lá?

1 –  A gente só colhe o que planta.

Sempre soube disso, aliás, sempre ouvi falar disso, mas foi nesse ano que ratifiquei essa minha tese. Em 2014, eu tive a minha fé a prova inúmeras  vezes. Saia de casa as 07:00 da manhã e voltava as 23:00. Era estágio, ifpb, cursinho pro vestibular e monografia. Todos os dias. Sempre me disseram “ou você só faz uma coisa ou não irá conseguir ser boa em nenhum dos 4.” E adivinhem? Consegui finalizar com mérito nos 4. Claro que alguns resultados só vieram sair esse ano, então sim, você só colhe o que planta. Eu poderia ter desistido. Eu poderia ter me entregado e deixado alguma pra lá. Mas não, fui até o fim e até hoje colho os frutos de todo meu esforço e colherei para sempre, uma vez que meu aprendizado ficará eternamente na minha mente e no meu coração.

2 – Nem todas as pessoas são essenciais na nossa vida.

A gente tende a achar que precisamos de fulano para sobreviver, que não existe sentido na nossa vida se não tivermos aquela amizade, aquele romance ou aquele ídolo. Não, gente. Eu acredito que essencial só Deus e nossos pais (sejam biológicos ou de criação). Não deveríamos colocar expectativa em cima de ninguém, acreditar que precisamos dela pra tudo. Assim como nós iremos decepcionar alguém na nossa vida, as pessoas irão fazer isso conosco também. Se alguém saiu da sua vida, deixe-a ir. Isso significa que aquilo não era pra ser. Apenas agradeça pelos momentos passados, até aqueles mais tristes e de mágoas, eles também serviram como ensinamentos na tua vida.

3 – Julgar é errado e deveria ser proibido.

Ninguém vive a vida de ninguém. Ninguém sabe quem é ninguém. Ninguém conhece o coração de ninguém. Nem aqueles que tu convives todos os dias. Por isso, não deveremos atirar pedras. Quando alguém nos julga, ficamos arretados. Eu mesma fico. Não compreendo como alguém que só viu uma foto minha consegue tirar definições incríveis sobre a minha personalidade e eu não consigo fazer isso com anos de convívio com algumas pessoas. É inexplicável, não é? Por isso eu me policio sempre para não fazer o mesmo. Não sou hipócrita de dizer que nunca julguei, não julgo ou não vou julgar. Contudo, irei fazer o máximo para não cometer tais ações. Vamos tentar fazer isso também? Em 2017 vocês me dizem se conseguiram.

4 – Enxergar além do que nossos olhos nos mostra é essencial.

Como disse no começo, eu finalizei meu estágio esse ano. Eu não poderia falar nada mais nada menos do que isso sobre ele e o quão feliz eu sou por ter aprendido isso. O nosso mundo não é perfeito, nosso País tem pessoas fome, nosso estado tem pessoas com frio e na nossa cidade tem pessoas dormindo em barraco. Temos a capacidade de achar que isso só acontece em lugares longes, mas não, na nossa frente tem tudo isso. Quando passamos a ver, passamos a querer fazer. Passamos a querer ajudar, passamos a parar de reclamar e nos impressionar com a nossa futilidade. É indispensável que cada pessoa, inclusive eu, abramos os olhos para que a gente dê poder ao nosso coração para sentir vontade de mudar. Se mesmo com os olhos abertos a gente não enxergue a maldade do mundo, devemos usar óculos para que isso aconteça. Para que a lama da crueldade não nos contamine, é necessário que saibamos onde ela está.

5 – Gratidão é a palavra chave da felicidade.

Pode até parecer uma frase clichê ou de alguém que não sabe nada, mas é a realidade. Quando aprendi isso, boa parte da minha caminhada se tornou mais leve. Ser gratos aos nossos amigos, aos nossos parentes, ao nosso trabalho, a natureza, ao mundo, aos nossos pertences e a nossa vida é essencial.  A luta pelo mais é cansativa, desgastante e nos traz péssimos frutos. Óbvio que devemos sonhar, mas com a cabeça lá em cima e nossos pés no chão. Existe tanta coisa que a gente tem, tanta coisa que é mais do que merecemos e só conseguimos pensar no que não temos. Valoriza-las faz um bem danado. Mostra-nos que a vida é mais do que qualquer coisa. Não deixe pra estimar quando perder. Depois você pode se arrepender.

Bom, com certeza aprendi muito mais do que isso e sei que ainda preciso amadurecer muito, aprender mais e ter uma alma cada vez mais leve. Porém, não posso negar que 2015 foi o ano em que tirei uma fenda dos meus olhos. Foi ano que renovei meu sim a Deus, o ano em que vi que tenho muito e que ninguém alcança nenhum objetivo se não lutar, se não caminhar com força. Parar para pensar no que a gente aprendeu também é um exercício espetacular, sabiam? Tentem fazer isso e me digam quais são os aprendizados que a vida lhe deu esse ano. Tenho certeza que são muitos. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.