Arquivo do Autor Martinha Barreto

As consequências das escolhas.

20 de Abril de 2016
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É engraçado como a vida muda completamente do nada. Nossos planos, nossos sonhos, nossas metas, tudo muda de um instante para o outro. E aquela pessoa que eu era antes, já se foi há muito tempo. Ou não. Ou ainda estou em algum lugar escondido dentro de mim. O que está claro é que nada está como eu esperava ou pensava que esperava.Todos aqueles caminhos que eu pensei que iria trilhar ficaram para trás na primeira curva que eu dei. Não sei se enxergo isso de uma maneira diferente que os demais, mas por que a gente muda tanto com o passar dos anos? Era tão bom sonhar e acreditar que aquilo seria igual. Eu realmente acreditava. Eu, com toda sinceridade do mundo, pensava que iria ser mais um alguém que luta contra a maldade que alastra o planeta.

 
Mas não, tornei-me apenas mais uma pessoa triste e sem razão alguma de prosseguir. Curvei em rotas tão significativas e ao mesmo tempo sem motivo algum que me perdi nos meus próprios desejos. Hoje, já não me vejo mais com algum sentido como via antes. A nostalgia já fez morada em mim. É possível sentir saudade dos sonhos que não realizou? Se não é, eu consegui essa proeza. Sinto em mim um vazio infinito de algo que nunca chegou a acontecer, porém me faz uma falta incontrolável. É como se um pedaço de mim tenha ficado em algum lugar na minha caminhada, e esse pedaço me completasse. Todavia, como encontrá-lo de novo? Como conseguir minha estabilidade se não sei por onde deixei essa minha parte? Não há jeito e se há, será colocar novos planos, novas metas, novos pensamentos.
 
Seja dito de passagem, não estou há reclamar das respostas que a vida me deu as minhas ações, porém estou ao que eu fiz comigo mesma. Somos capazes de mudar tudo que existe dentro da gente com apenas um pensamento e isso, ah, isso causa danos imutáveis. Afinal, todo segundo que se passa não tem mais volta. Mesmo nossas vontades sendo infinitas, o tempo é finito. E o que a gente faz com ele tem como conseqüência todo nosso futuro. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

O amor.

29 de Fevereiro de 2016
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O amor encontra-se nos detalhes. Nos detalhes encontra-se a beleza. Na beleza encontra-se a simplicidade. Na simplicidade encontra-se amor.  Tudo gira em torno dele, tudo que você faz é por ele e tudo o que tem a ver com ele é puramente bom. Sempre que você pensa em desistir, mas não consegue deixar pra trás tudo o que sonhou, é por causa dele. O amor tem um poder inexplicável. Ele move tudo. Aliás, amar é essencial para sobrevivência nesse mundo cheio de corrupção, é o que salva a maioria das pessoas e nos permite ainda ter esperança de um futuro mais brilhante. 
 
Cada pessoa veio ao planeta para ter uma missão. Seja ela cantar, dançar, atuar, ajudar, curar, contar, falar ou o que for. Mas todos , quando falo isso é todos mesmo, vieram aqui para amar.  Quando digo a alguém que meu sonho é sair pelo mundo conhecendo diversas culturas, é por amor a diversidade. Talvez eu nem saiba disso, mas amo. Quando você diz que seu sonho é viver cantando, é por amor a música. Quando alguém que você conheceu na parada de ônibus fala que ainda será um bom professor, é por amor ao conhecimento. Tudo gira em torno do amor, o problema é que a gente não o enxerga, contudo isso não o faz parar de existir.

Verdade seja dita, nada faz com que o amor deixe de existir. Digo, ele é infinito, imortal, intérmino, imensurável e ubíquo.  Não importa onde você esteja ele também está. Não importa o que você veja você poderá enxergá-lo. Ele é aquele detalhe na sua blusa, ele é aquele sorriso da criança que corre no mercado, ele é o olhar do seu avô ao ver uma foto da sua avó, ele é o balanço das folhas na arvore, ele é a nuvem no céu, ele é sua cama bagunçada, ele é a música presa no seu computador, ele é a sua voz. O amor é tudo. Por isso, ame sem medo algum. Permita-se amar e dizer que ama! Nada vale mais do que saber que é amado e saber que tem amor dentro de você.

Se puderes amar mais do que qualquer outra coisa, poderás ser feliz eternamente. Quem ama não tem tempo para odiar. Quem ama não tem tempo pra ofender. Quem ama não tem tempo para guardar rancor. Quem ama alegra-se com o irmão. Quem ama alegra o amado. Quem ama espalha amor. Quem ama apenas ama. Ou seja, amar ocupa todo o nosso tempo, quero dizer, amar nos faz valorizar nosso tempo. Ou melhor, amar é tempo. Assim sendo, ame.

 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Resenha do Livro: Beleza Estranha – Tércio Ribas Torres

19 de Fevereiro de 2016
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Fazia tempo que eu não postava uma resenha aqui, em? Com o início da universidade, o meu tempo para leitura de livros ficou escasso. Sim, estou sofrendo com isso. Mas, tentarei me organizar melhor para voltar a ler mais. Esses dias li um livro incrível, pra melhorar, como todo mundo sabe, sou amante da literatura brasileira e esse é um dos livros brasileiros atuais que me encantou de cara. A partir de uma resenha que li no blog da Júlia (clique aqui para ler também), quis ler também. E adivinhem? Ganhei um autografado pelo Tércio, o escritor. Então, quando tive um tempinho para ler, viciei e só parei quando acabei. Pra mim, isso faz um livro ser bom. Ele viciar o leitor. Ok, mas vocês querem saber do que se trata o livro, não é? Vamos lá.

Sinopse: Beleza Estranha é a história de Roberto. Uma relação afetiva, da dinâmica de uma família em torno de um pai autoritário e controlador. Um pai que faz com que Roberto, menino, sinta muito cedo a dor da rejeição paterna e busque encontrar o seu lugar, mudar o rumo da sua vida. A decisão de mudar instalou-se a partir de uma revelação dolorosa a que teve acesso inesperadamente. A história de um homem que constrói a sua vida a partir das carências instaladas pela falta de afeto paterno, pela observação do sofrimento da mãe. E, na luta pela superação, ele revela sua grande generosidade quando o pai vem bater à sua porta. E, no final surpreendente, ele se dá conta de que “a vida é mesmo estranha, mas é bela”.

Autor (a): Tércio Ribas Torres 

Editora: Faces

 Páginas: 112 

Em Beleza estranha, a gente assiste a história de Roberto. Aliás, a gente se sente na história de Roberto. Desde a sua infância até sua vida adulta. O autor conseguiu, mesmo em 112 páginas, nos deixar íntimos de Roberto e descobri com ele as fascinações da vida. O personagem não tinha uma vida fácil, afinal, o livro em si é um grande drama familiar. E, minha gente, poucas coisas são tão difíceis quanto problemas com a família.
 
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O incrível desse livro é que desde o começo ele é cheio de aprendizados, coisas normais do cotidiano que as vezes a gente passa por despercebido e acabamos reproduzindo. Coisas normais da nossa infância que, normalmente, esquecemos quando “crescemos”. Coisas normais da nossa vida familiar que pra gente não é nada, mas pro nosso irmão foi algo incrível. Como uma parte do livro em que Roberto vai ao circo com seu irmão mais novo, ali, com certeza eu já devo ter tido um dia como aquele, mas só depois de ler na visão do Tércio, senti uma falta imensa da minha infância. Como eu gostaria que todos pudessem ter a oportunidade de sentir essas emoções que Beleza Estranha nos traz. Como eu gostaria.
 
Contudo, não é só isso que faz o livro ser o que é. O fato de ele narrar às agressões que Roberto sofreu em casa, os problemas que a sua mãe enfrentava por ser submisso ao pai, o jeito duro do pai dele ser, como seus irmãos reagiam a isso e como tudo isso trouxe conseqüências no futuro dele, é que me cativou. Porque mesmo com todas essas tramas fortes, o autor soube usar uma escrita fácil que deixou a história leve e envolvente. Aliás, todos os detalhes em si fazem com que a gente se prenda a ela. Até os inícios dos capítulos trazem aprendizados.
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Beleza Estranha é um livro lindo, recomendo a todos. Principalmente por ser curtinho e trazer uma bagagem incrível pra quem ler. Leiam.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Sejamos como o sol.

12 de Fevereiro de 2016
31 comentários
Certo dia, alguém me disse que eu queria ser sol. Apelidou-me de sol e gritou aos sete mares que o mundo não girava em torno de mim. Certo ele. Não gira. Mas eu não deixo de ser sol por isso. Sabe por quê? Porque a função da nossa maior estrela não é apenas ser o centro. Ela nos transmite calor, nos transmite luz e faz com que a gente nunca fique sempre na escuridão. Ela clareia os dias mais tristes e deixa nosso céu azul. Azul alegre. Azul celeste. E é assim que eu quero e pretendo ser. Como o sol, iluminar o sorriso de todas as pessoas que eu conseguir.

Aliás, o bom de ser sol é que você nunca deixa de brilhar. Mesmo que as pessoas reclamem do seu calor e que você dê espaço para lua se mostrar. Você fica ali, na sua, iluminando e sabendo que sua parte tu estás fazendo. Verdade seja dita, quem nunca se orgulhou de ver o nosso astro rei doando sua luz para que outras estrelinhas brilhassem também? Eu já. Quem nunca viu beleza quando a estrela maior sai e nos alegra com a paisagem deixada ao se por? Impossível não aplaudir, agradecer ou amá-lo. O sol é o um dos exemplos vivos que temos de humildade. Mesmo com sua grandeza infinita, ele não briga para ser sempre o centro das atenções. Até os planetas que giram em torno dele, ele cuida. Ele doa. Ele ama.

 

Seja dito de passagem, ser sol não é nada mais do que ser alguém que acalenta, que esquenta, que doa luz, que te faz brilhar no meio da escuridão. Tome-o como exemplo e orgulhe-se de dizer que és sol. Sejamos como ele, assim, nós poderemos tirar o planeta da escuridão que nele perdura. Afinal, é disso que ele precisa. É disso que a gente precisa. De mais astros iluminadores. Sejamos sol. Sejamos luz. 

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

5 músicas que me fazem sentir vontade de escrever:

05 de Fevereiro de 2016
36 comentários
Hoje vou trazer aqui um post diferente, mas que em minha opinião, pode ajudar quem escreve ou quem tem vontade de escrever também. Eu sempre gostei de escutar alguma música que me deixasse pensativa, aliás, sempre que escuto alguma música vem palavras na minha cabeça que combinem com a melodia. Não sei só eu sou assim, mas se você for também, me diga! Gostaria de saber que não sou louca a esse ponto. Enfim, decidi trazer aqui cinco músicas que eu sempre escuto quando decido colocar meus sentimentos pra fora. É como se quando eu as ouvisse, nada no mundo mais existisse, só eu, elas e as palavras. Espero que vocês sintam isso também. São essas:
5)  Wait – M83
 
4) Laura – Bast For Lashes
3)  Not About Angels – Birdy
2) Hello – Colin e Caroline
1) All I Want – Kodaline

Enfim, essas são as minhas cinco músicas favoritas pra escrever. Sim, eu sei que elas são tristes. Mas eu sou assim. Mesmo quando quero escrever algo feliz, prefiro ouvir músicas tristes. Se vocês gostaram desse post, posso trazer mais um pedacinho das minhas playlists aqui. Por fim, não esqueçam de plantar um pouquinho de amor no mundo. Um beijo, martinha.   

 
Ps: se quiseram acompanhar minha playlist “escrever” no spotify, clique aqui. Tem cerca de umas 16 músicas.  

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.