Do ruivo ao loiro.

22 de maio de 2017

O post de hoje foi bastante pedido nas minhas outras redes sociais e eu acho que é de suma importância pra quem quer fazer essa mudança. Principalmente porque quando pesquisei, não achei muitas informações na internet sobre o assunto. Sair do ruivo para o loiro tingido é perigoso para saúde do cabelo, afinal, se você assim como eu já tingia há muito tempo o seu cabelo, existe uma determinada quantidade de pigmento que fará a diferença quando você for retirar a cor dele.  

Você deve está se perguntando que cor eu usava, não é? Bem, em toda a minha saga ruiva eu sempre alternei em duas cores: a Igora 8.77 e a Igora 9-7. Também sempre usei água oxigenada de 30. Além disso, é importante dizer que durante o meu cabelo ruivo, fiz as pinturas sempre em casa ou com auxilio da minha mãe, de primos ou amigos. O que hoje eu não recomendo mais, pois ao descolorir, percebi que (não a olho nu), existiam partes manchadas. Por isso, procurei ajuda de um profissional de confiança pra fazer essa mudança que foi a Conceição no salão Gilvan Cabeleleiros (o Instagram é @gilvan_cabeleleiros). Mas, vamos ao que importa, não é? Antes de começar as etapas, vou informar que fiz um cronograma capilar fortíssimo antes de partir para descoloração total. Então, se você quer ir e o seu cabelo fique saudável, aqui vai uma dica: FAÇA UM CRONOGRAMA CAPILAR! Agora vamos as etapas:

Descoloração global:

1) Pré-limpeza com efaçol da L’Oréal com água quente, numa pausa de 20 minutos 2)

2) Foi usado efaçol com uma limpeza profunda pra remover todos os resíduos do ruivo com oxidante de 30 volumes. Com uma pausa de 35 a 40 minutos.

A cor:

3) Foi usada a cor 9,12 da L’Oréal com oxidante de 20 volumes, numa pausa de 35 minutos.

O tratamento:

4) Para fechar as cutículas, deixar ele maleável, foi usada a linha profile da L’Oréal que é uma linha regenerate que usa a partícula Aptyl 100.

5) Finalização com um protetor térmico

Corte:

6) Para garantir mais ainda o tratamento, foi usada a tesoura cauterizadora que tem como finalidade trazer mais vitalidade ao fio e retirar todas as pontas duplas.

E foi assim que sai do ruivo para o loiro. Ainda pretendo clarear mais, porém, quero que ele se recupere 100% primeiro. Espero de coração ter ajudado você que procura sair do ruivo, sei que ele é uma cor linda e também sei que enjoa demaaaais. Fiquei dois anos e já não estava aguentando mais (sim, sou uma metamorfose ambulante como diria Cazuza). Mas, é isso. Qualquer dúvida, podem comentar ou mandar direct no Instagram (@martinhabarreto).

Com amor, Martinha.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Caminhos

20 de maio de 2017

Eu nunca fui boa com senso de direção. “Esquerda ou direita? Deixe-me ver com que mão eu escrevo.” Sempre foi assim comigo. Obviamente eu deveria saber que não iria fazer o percurso correto no rumo que minha vida iria tomar. Mas eu não soube. Eu me joguei em meio às estradas como quem pula numa piscina funda. Não imaginei que me machucaria. Contudo, a piscina era rasa. A estrada não tinha saída. Eu confundi, pensei estar na esquerda quando estava na direita. E então, tudo o que poderia me fazer bem tomou um efeito reverso e eu me envenenei. Bom, você já deve ter ouvido falar que remédio em dose errada se torna Veneno e Veneno em dose certa se torna remédio. Isso que acontece quando tu caminhas erroneamente e não percebes logo. Isso que aconteceu comigo. Eu saí caminhando sem parar, sem refletir, apenas indo e esperando chegar a parte boa. Mas, espera aí, a parte boa está também nos passos que a gente da. Eu deveria ser feliz percorrendo também. A felicidade final é consequência da junção de todos os momentos alegres que a gente constrói até chegar lá. Entende porque é necessário saber em qual terra você está pisando? Em que nós estamos pisando. Com quem você está pisando.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

5 dicas de inspiração para fotografias.

02 de fevereiro de 2017

fonte: @eulizpector


Não é segredo pra ninguém que eu amo fotografia, obviamente tem algum lugar em que eu fico buscando inspirações, não é? Então, esse lugar não é só um. Existem vários, por isso resolvi fazer uma lista de coisas que me fazem me inspirar ao fotografar. Querem ver? Vamos comigo!

  1. We Heart It

Sim, clichê. Mas é quase impossível você gostar de fotografia e não ser usuário ativo do We Heart It ou do Pintrest. Eu, particularmente, prefiro o coração e tenho várias coleções. Geralmente quando estou afim de ver fotografias de objetos, jogo em inglês o nome do objeto que quero ver e passo horas navegando. Fiz coleção disso, de mulheres, homens, casais, comida e textos. Vou deixar aqui o link da minha conta pra vocês verem mais.. Enfim, eu acho maravilhoso e acabo sempre saindo com a mente mais aberta de lá. Explorem esses tipos de redes sociais, é encantador a magia que faz conosco!

  1. Música

Juro juradinho que não existe nada nesse mundo que me inspire mais do que a danada da música. Pode ser o que for, se eu colocar uma música: puf, inspirei! Tanto pra fotografar, quanto pra fazer projetos (sou técnica em edificações), pra escrever e até pra arrumar a casa. A música me inspira. Principalmente as tristes ou calminhas como as indie.

  1. Hahstags no Instagram

No fim de 2016 eu conheci um Pack de tags que só tem foto INCRÍVEL. Sempre que entro lá vou vendo algumas fotografais que passam de inspirações fotográficas e viram de vida mesmo. Encontre hahstags que sigam seu gosto. Não vá apenas às mais famosas, procure o que você gosta de ver. Você ama livros? Vá em “booklover”. Você ama flores? A tag “flowermagic” vai te encantar totalmente. E por aí, vai. O que não vale é você não explorar essa parte tão bela do instagram.

  1. Filmes, Séries e Documentários.

Não conheço um fotografo (profissional ou amador) que assista algo e não fique de olho na fotografia.  É incrível como a gente pode se inspirar só assistindo nosso filme favorito ou até mesmo fazendo uma pesquisa sobre um assunto nada a ver. Passe a reparar em como são os cortes das cenas, na iluminação, no modo em que a edição afetou a história em que você está assistindo e você irá perceber que assim que o fim chegar estará cheio de vontade de fotografar.

  1. Você

Não tem nada que te inspire mais do que você mesmo. As vezes você nem percebe isso, como eu também não percebia. Até me ver digitando um texto e perceber como minhas mãos são diferentes e como aquilo poderia ser eternizado em uma fotografia. Tente se olhar mais, se encantar mais pelos seus detalhes e mostrar ao mundo (ou pelo menos ao seu mundo = você) que você tem particularidades incríveis. Sério, fotografe o seu olhar. Fotografe seu sorriso. Fotografe o sorriso da sua mãe. Fotografe a janela do seu quarto. Seja você, sua maior inspiração.

Bom, é isso. Espero que vocês tenham absorvido algumas das coisas que eu faço pra me inspirar. Queria pedir que comentasse aqui também o que vocês fazem. É tão bom trocar figurinha, vamos fazer isso?

Com amor, Martinha.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Sonhe grande.

02 de fevereiro de 2017

dream-big

Eu tenho um quadro no meu quarto que diz, em inglês, basicamente assim: Sonhe grande. As vezes ele se encontra torto, as vezes ele fica tão reto que qualquer pessoa com T.O.C iria aplaudi-lo. Mas, em sua maioria de tempo, ele vive gritando: Grande! Sonhe grande! O que, faz importar mais do que a sua posição. Bom, mas o que seria isso? Seria sonhar de tal forma em que nada mais importasse? Ou desejar algo impossível? Até mesmo, inexistente? É, eu não sei. O que eu acredito é que sonhar grande é sonhar de verdade. E poxa, como é bom sonhar de verdade.

Certo dia eu acordei no meio da noite, olhei para a parede e senti, do fundo do meu coração, que eu tinha sonhos gigantescos. Percebi ali, em meio a madrugada e ao som dos carros, que eles movem minha vida. Bem, provavelmente movem as suas também. Cada um com seu sonho, cada um com sua caminhada, cada um com seus medos e cada um com suas paixões, seguimos em diante dia-a-dia no desejo de realizar o que sempre queremos. Poxa, como você seria hoje se não tivesses mais nada para alcançar amanhã? Duvido que alguém batalhador, sério.

Eu sei que muitas vezes você se sente intrigado, decepcionado e cansado por ter que viver a vida inteira correndo atrás de algo. Ora, eu também me sinto assim. Contudo, eu percebi que conquistar é gostoso demais e o caminho pra chegar lá pode ser melhor ainda. Se estivéssemos parados no tempo, não encontraríamos tantos obstáculos e conseqüentemente aprendizados na nossa vida. Então, vamos sim nos permitir sonhar grande. Sonhar gigante. Sonhar infinitamente. Pra que qualquer coisa boa aconteça em nossas vidas, o primeiro passo é acreditar nelas.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.

Pequenos textos de dor ou amor.

07 de dezembro de 2016

martinha barreto

Esse post é um que sempre quis fazer aqui, são alguns textos que geralmente posto no tumblr e são, teoricamente, pequenos demais para valer um post inteiro aqui. Então, selecionei os meus favoritos e resolvi mostrar pra vocês. Espero que gostem, são escritos nos picos de sentimentos – bons ou ruins-.

Sou, notoriamente, uma grande fã de Bukowski. Do seu jeito de pensar sobre a vida, ou melhor, de sentir a vida. Certa citação sua que li em alguma rede social de alguém tão desacreditado no ser humano quanto eu, me fez refletir mais sobre a jornada de cada um do que os anos que já vivi. Bem, ele dizia resumidamente que existia uma certa sintonia entre as dores e os poetas.  Ora, isso não é nada menor do que a verdade. Dor é sentimento. Sentimento é poesia. Eu sinto, logo, sou poetisa. Mas, ora, todo mundo sente. Sente?  Sentir. Sentir é amplo. Mas sentir, sentir mesmo, poucos sentem. Sentir extremante, sentir bastante, sentir mais do que mentir. Sentir cada pedaço das pessoas, sentir cada cheiro na rua, sentir cada luz que sai do céu, sentir cada escuridão que dói na alma, sentir cada voz que grita nos bueiros, sentir cada nota que toca nas músicas, sentir cada olhar que sai dos transportes, sentir cada gesto que sai do corpo. Isso é sentir. É desembrulhar pensamentos de modo em que tudo que foi visto, tocado ou escutado se transformasse em poesia. Nascendo assim, nós, os poetas. Aqueles que tem peles cortadas, estômagos marcados de remédios, sangue cheios de álcool ou pulmões cansados de cigarros. Nada românticos, muito romantizados. Afundados em suas dores ou dores dos outros. Sem vozes de tanto gritar socorro ou com dedos calejados de tanto escrever cartas de adeus. É, esses somos nós. Como dizia o chefe, Bukowski, os poetas e as dores. Esses, em minhas palavras, os maiores dependentes do sentir.” (07/12/2016, as 22:04 em algum lugar de João Pessoa).

“É engraçado como a vida muda completamente do nada. Nossos planos, nossos sonhos, nossas metas, tudo muda de um instante para o outro. E aquela pessoa que eu era antes, já se foi há muito tempo. Ou não. Ou ainda estou em algum lugar escondido dentro de mim. O que está claro é que nada está como eu esperava. Todos aqueles caminhos que eu pensei que iria trilhar, todos ficaram para trás na primeira curva que eu dei. Não sei se enxergo isso de uma maneira diferente que os demais, mas por que a gente muda tanto com o passar dos anos? Era tão bom sonhar e acreditar que aquilo seria igual. Eu realmente acreditava. Eu, com toda sinceridade do mundo, pensava que iria ser mais um alguém que luta contra a maldade que alastra o planta. Mas não, tornei-me apenas mais uma pessoa triste e sem razão alguma de prosseguir. Curvei em rotas tão significativas e ao mesmo tempo sem motivo algum que me perdi nos meus próprios desejos. Hoje, já não me vejo mais com algum sentido como via antes. A nostalgia já fez morada em mim. É possível sentir saudade dos sonhos que não realizou? Se não é, eu consegui essa proeza. Não estou há reclamar das respostas que a vida me deu as minhas ações, porém estou ao que eu fiz comigo mesma. Somos capazes de mudar tudo que existe dentro da gente com apenas um pensamento e isso, ah, isso causa danos imutáveis.” (25/04/2016, alguma madrugada em João Pessoa).

Você era simplesmente o que toda garota desejaria ter, qualquer uma, até aquelas mais – surpreendentemente – seguras. Seria tola se eu não confirmasse que moças do mundo inteiro se apaixonariam por você. Somente pelo fato de você ser você. Com todos os defeitos. Você era o sonho devastador de todas. Poderia lhe encontrar apenas em livros. Aliás, em quantos livros você pode ser visto? Identifico-te em um trilhão. Em você, é possível experimentar todos os mocinhos dos romances mais inspiradores da história da terra. Como também, todos os vilões dos dramas de Shakespeare. Quem ousaria dizer que não se apaixonou por Demétrio em Sonhos de Uma Noite de Verão? Ninguém! E você, nobre cavaleiro, é a mistura de Demétrio com Romeu. Você ganha Dom Juan! Você derrota o Homem Aranha. Thor se torna fraco diante do todo o poder que seus olhos têm. Basta você sorrir para que Afrodite perca a noção do amor.  Ah, como eu poderia ser capaz de te colocar em um pote e ficar cuidando de ti para sempre. Mas eu sei que não serei capaz. Eu não mereço você! Aliás, quem poderia te merecer? Não imagino ninguém apropriado para lhe proteger. Sim, eu sei que você não precisa de proteção. Contudo, quem não precisa de um pouquinho de cuidados no fim do dia? Em meio a uma tempestade? Ninguém. Nem mesmo você. Todo mundo precisa de amor. De um abraço. De um beijo. Não foi por isso que Romeu se permitiu morrer? Ah, por você eu me tornaria Julieta.” (18/05/2015, numa manhã qualquer).

Bom, é isso. Espero que tenham gostado… Não sei, eu sou assim. E aqui tem que ser a minha cara, não é?

Com amor, Martinha.

Martinha Barreto. 19 anos. Estudante de Engenharia Civil. Técnica em Edificações. Sonhadora. Apaixonada por MPB. Flamenguista doente. Viciada em livros. Escreve desde os 12 anos. Um pouco dramática. Um pouco exagerada. Meio Julieta. Meio Helena. Meio Marília. Meio Capitu. Inteiramente palavras.